Quarta-feira, 21 de Agosto de 2019
SAÚDE PÚBLICA

Técnicos e enfermeiros da Fundação Tropical estão há dois meses sem receber

Funcionários terceirizados disseram que a diretoria da fundação se comprometeu em pagar os salários dos meses de setembro, outubro e novembro, mas até o momento somente o primeiro foi quitado



tropical.JPG Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado. Foto: Reprodução/Internet
21/12/2016 às 19:33

Técnicos de enfermagem e enfermeiros da Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) estão há dois meses sem receber seus salários. A denúncia foi feita pelos próprios profissionais que atuam no hospital, localizado no bairro Dom Pedro, na Zona Centro-Oeste de Manaus.

De acordo com a técnica de enfermagem Mara Rubia, 59, todos os que estão sem receber eram funcionários da Total Saúde, empresa que prestava serviços terceirizados para a fundação, e que teve o seu proprietário, o médico e empresário Mouhamad Moustafa, preso durante a operação “Maus Caminhos”, que investiga o desvio de cerca de R$ 110 milhões do Fundo Estadual de Saúde.

“A fundação ficou de fazer o pagamento dos meses de setembro, outubro e novembro. Setembro eles pagaram direitinho, mas nos outros eles [diretoria] disseram que a planilha estava errada e que precisavam de um contador para calcular o nosso FGTS [Fundo de Garantia do Tempo de Serviço] e a nossa insalubridade. Eles falaram que iam pagar até o dia 20 de dezembro, só que até agora nada”, declarou Mara.

Ainda segundo a técnica, após a prisão de Moustafa os servidores da Total Saúde passaram a trabalhar para a CEGAM, que presta atualmente serviços para a FMT-HVD. Conforme a funcionária, a nova contratante se comprometeu de pagar o salário referente ao mês de dezembro até o quinto dia útil de janeiro de 2017.

“Não recebemos nada do 13° salário. Isso só vamos receber na Justiça. Queremos os nossos salários! Tenho colegas que trabalham  somente neste emprego e moram de aluguel, com filhos e estão passando por  sérias dificuldades. Graças a Deus, eu tenho dois empregos”, contou.

Outra técnica de enfermagem que preferiu não se identificar, por temer algum tipo de represália, disse à reportagem que em casa está sem o que comer por conta das dívidas. “Não sei mais o que fazer. Não tenho de onde tirar dinheiro. Estou pagando para trabalhar. Os meus filhos estão passando por dificuldades porque não recebo o meu salário”.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Saúde (Susam) para comentar as denúncias. O órgão informou que a FMT-HVD conta com a própria assessoria e que ela poderia responder sobre o ocorrido.

A FMT-HVD informou que a Susam é a responsável por liberar os pagamentos. A equipe do Portal A Crítica entrou em contato novamente com a Susam, mas não obteve sucesso até o fechamento desta edição.

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