Domingo, 16 de Junho de 2019
REBELIÃO

Tensão volta aos presídios do Amazonas após assassinato de agente penitenciário

Autoridades não descartam risco de novas rebeliões no sistema prisional, que há cerca de dois anos foi palco do segundo maior massacre em cadeias da história do País



show_compaj_970D293B-1EC5-47F5-A6A2-5D2E86A8F16D.JPG Foto: Divulgação
03/12/2018 às 10:06

No dia 1º de janeiro de 2017, o sistema prisional do Amazonas registrou o segundo maior massacre da história dentro de cadeias do Brasil, com a execução de 56 detentos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj). Hoje, quase dois anos depois, a tensão voltou aos presídios do Estado após o assassinato de um agente penitenciário, morto com quatro estocadas de faca caseira na tarde de sábado (1), também no Compaj. Na época do massacre, os alvos eram estupradores e detentos membros da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Autoridades de segurança não descartam o risco de novas rebeliões nas unidades prisionais, como informou o secretário de Administração Penitenciária (Seap), coronel Cleitman Coelho. “Há risco, sempre haverá risco, seria incerto eu descartar isso porque trabalhamos com bandidos, com criminosos cujos comportamentos são diferentes do que a sociedade exige, mas a gente não pode ficar lembrando sempre da rebelião de 2017. Rebeliões acontecem no Brasil todo e aqui (Manaus) também pode acontecer, é um risco”, explicou o secretário.

Cleitman Coelho avaliou o risco de novas rebeliões por experiência na vida militar e também pela convivência nos presídios. Porém, até o momento, não há registro oficial de ameaça de motim no Departamento de Inteligência Penitenciária (Dipen).

Entenda o caso

Há dois anos, presos da facção criminosa Família do Norte (FDN) tomaram o Compaj e executaram 56 rivais, entre eles do PCC e também estupradores. Na época, vários internos foram decapitados, outros queimados e até esquartejados. Alguns foram jogados para fora dos muros da cadeia. Cerca de 213 presos envolvidos nos crimes foram denunciados no Ministério Público do Estado.

Neste sábado (1°), o agente penitenciário Alexandro Rodrigues Galvão, 37, foi morto a facadas dentro do Compaj durante um motim dos presos, que teriam ficado revoltados com a proibição da entrada de pessoas durante as visitas.


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