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Tentativa de homicídio em estacionamento de academia foi crime passional, diz polícia

Polícia Civil revelou depoimento do autor dos disparos, que alega ter sido contratado por Marcelaine Santos para matar Denise Almeida da Silva porque elas disputavam o mesmo amante. A ordem era matar a vítima ou deixá-la aleijada 19/12/2014 às 11:58
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Trio foi contratado para matar Denise
Joana Queiroz Manaus (AM)

A Delegacia Especializada em Homicícios e Sequestros (DEHS) desvendou, na manhã desta quinta-feira (18), o plano para matar a estudante de direito Denise Almeida da Silva, de 34 anos, atingida com um tiro de arma de fogo quando saía em seu carro do estacionamento da academia no Centro de Manaus, no dia 12 de novembro. O crime teve motivação passional e Denise sobreviveu ao atentado.

Foram presos e apresentados pela polícia Rafael Leal dos Santos, 25 anos, pistoleiro contratado para matar Denise; Charles Mac Donald's Castelo Branco, 27 anos, o agenciador; e Karen Arevalo Marques, 22, que forneceu a arma usada no crime, um revólver 38. Rafael disse que Marcelaine prometeu R$ 7 mil para executarem o crime, mas Charles contou só ter recebido R$ 3,5 mil.

Segundo depoimento de Rafael, capturado no município de Anori (a 195 quilômetros a oeste de Manaus) na tarde de quarta-feira (17), o crime foi encomendado por Marcelaine Santos. Tudo porque ela acreditava disputar com Denise mesmo amante, um empresário de Manaus chamado Marcos, conforme revelou a delegada Geórgia Cavalcanti. Ambas são casadas, mas mantinham um relacionamento extra conjugal com Marcos, na versão contada por Rafael.

Imagens das câmeras de segurança da academia flagraram a tentativa de homicídio

O executor do crime disse à polícia que a ordem de Marcelaine era "matar ou deixar Denise aleijada". Foi ela, ainda segundo o suspeito, quem forneceu todas as informações sobre a rotina de Denise, como salão de beleza, academia e faculdade que a vítima frequentava. 

A delegada Geórgia Cavalcanti contou que Marcelaine não foi localizada em Manaus para prestar depoimento sobre a acusação. De acordo com informações fornecidas à polícia, a suspeita está viajando para Miami, nos Estados Unidos.

Entenda o caso

O crime ocorreu por volta das 8h do dia 11 de novembro, no estacionamento da academia de ginástica Cheik Club, no Centro de Manaus. Na ocasião, um homem teria efetuado três disparos contra a vítima e fugido a pé em seguida.

Segundo o proprietário da academia, que pediu à reportagem para não ser identificado, a mulher estava de saída em seu veículo, uma Mercedes branca de placas OAO-4455, quando recebeu um tiro que a atingiu no pescoço, de um total de três tiros efetuados. Denise ainda conseguiu andar do estacionamento até a academia para pedir socorro.

Ela foi socorrida pelos próprios funcionários do local, que a levaram ao Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto, localizado na zona Centro-Sul. Posteriormente ela foi transferida para o Hospital Santa Júlia, onde passou por procedimentos cirúrgicos e não correu risco de morte. 

Vítima recebia ameaças

Segundo o marido da estudante, o advogado Erivelton Barreto, de 39 anos, Denise Silva e ele estavam recebendo ligações de um número confidencial há mais de dois meses. O advogado afirmou, ainda, que o aparelho celular de sua esposa desapareceu depois que a vítima foi levada para o Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto.

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