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Manaus
Transporte

Desgastada e sem infraestrutura, rodoviária passará a ser administrada pela SNPH

Depois de anos abandonada pelo poder público, ao que tudo indica, o Terminal Rodoviário de Manaus Huascar Angelim, na Zona Centro-Sul, terá uma nova administração: a Superintendência Estadual de Navegação Portos e Hidrovias 02/05/2016 às 23:25 - Atualizado em 03/05/2016 às 17:21
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Atualmente, as más condições da rodoviária causam transtornos aos passageiros e aos permissionários (Fotos: Antônio Menezes)
Silane Souza Manaus (AM)

Depois de anos abandonada pelo poder público, finalmente, ao que tudo indica, o Terminal Rodoviário de Manaus Huascar Angelim, localizado na Zona Centro-Sul, terá uma nova administração. Trata-se da Superintendência Estadual de Navegação Portos e Hidrovias (SNPH), que se instalou no local  com a intenção de ser uma espécie de síndica do espaço. Atualmente, as más condições da rodoviária causam transtornos aos passageiros e aos permissionários. 

De acordo com o diretor-presidente da SNPH, Walfrido de Oliveira Neto, o órgão ocupou um espaço na rodoviária com a intenção de administrá-la, só que, por força legal, ainda não tem competência para tal função. “O governador José Melo tem que nos dar essa delegação e implementá-la na nossa lei porque administrar Rodoviária não é nossa atividade fim. Nós já lhe fizemos essa solicitação porque vimos como está a situação do terminal. Está tudo muito precário”, apontou.

Conforme Walfrido, a ida da SNPH para o terminal foi ocasionada pelo fato de o órgão ter ficado sem sede.  O prédio antes ocupado pelo órgão era do Governo Federal e teria que ser entregue. Com isso, o Governo do Estado determinou que a SNPH se instalasse na rodoviária e, consequentemente, a administrasse. “Nós ocupamos esse espaço para nossa sede, mas ainda não podemos responder legalmente pela rodoviária até sair esse Termo de Delegação”, explicou.

Enquanto isso, o máximo que pode ser feito, de acordo com Walfrido, são pequenas medidas organizacionais, como cadastro dos permissionários e do prédio como um todo. “Estamos fazendo um trabalho de mapeamento. Queremos saber quais empresas de transporte estão instaladas  e identificar as pessoas que trabalham nesse espaço para quando recebermos a função de administrador do terminal não começarmos do zero”, disse.

Outra coisa que também está sendo feita, conforme Walfrido é uma conversação com os órgãos públicos que antes tinham unidade na rodoviária e hoje não tem mais, como Polícia Militar, Juizado da Infância e Juventude e Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), para que retornem ao espaço. 

Os permissionários e usuários do terminal esperam que a definição sobre a administração do local resolva o caos daquele espaço. “É uma tristeza ver essas condições, sem infraestrutura, iluminação, limpeza e informações sobre viagens e preço das passagens. Fora que o prédio parece que está para cair de tão velho. Como usuária frequente espero que resolvam pelo menos o mínimo para um atendimento digno”, assinalou a microempresária Silvana da Silva Reis, 31.

Sugestão rechaçada pela PMM

No último dia 20, o deputado estadual Sinésio Campos (PT), sugeriu que a Prefeitura de Manaus utilizasse parte dos R$ 531,5 milhões do Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (Bird) para reformar ou reconstruir a Rodoviária.

A Prefeitura informou que a administração e manutenção do Terminal Rodoviário de Manaus Huascar Angelim foram repassadas ao poder executivo estadual desde 2013, após o Decreto n.º 2.050 de 18 de dezembro de 2012, ter autorizado a Superintendência Municipal e Transportes Urbanos (SMTU) a adotar procedimentos para esta transferência.

Em relação ao empréstimo do Bird, a Prefeitura informou que o valor pleiteado por Manaus será aplicado nas áreas de infraestrutura, educação, sistema de gestão, inclusão social e geração de renda – mobilidade urbana e o sistema de transporte coletivo são os assuntos mais urgentes.

Audiência

O diretor-presidente da SNPH, Walfrido de Oliveira Neto, revelou que solicitou uma audiência com o governador José Melo para saber quais são os planos para o Terminal Rodoviário de Manaus, uma vez que têm diversos “disse me disse” em relação ao futuro do espaço. “Tem pessoas que falam que o local será reformado, outras que será reconstruída em outro endereço. É preciso saber o que realmente vai ser feito com esse terminal para podermos pensar em melhoria de sua estrutura atual”, disse. 

Ele adiantou que os planos, caso a SNPH receba a delegação de administradora do terminal, é cuidar de sua infraestrutura, visto que está precária e licitar as salas para serem ocupadas o mais breve possível. Além disso, começar a arrecadar taxa de embarque de passageiros, que será destinada à manutenção do local, e limitar o acesso de pessoas a plataforma de ônibus, como é feito em qualquer lugar do gênero, tendo em vista que só quem tem o ticket pode ter acesso à área de embarque.

Outras mudanças poderão ocorrer no estacionamento, que atualmente só atende a demanda em período normal, conforme Walfrido, e no atendimento aos usuários com instalação de placas com as informações sobre horário de saída dos ônibus, preços das passagens e onde os bilhetes podem ser comprados. Mudanças que pretendem organizar o atendimento na Rodoviária. “São alguns problemas que não precisam de intervenção estrutural, mas dar para resolvê-los só com a taxa de embarque”, afirmou. Conforme Walfrido, quanto à reforma do espaço não há nada programado.

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