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Manaus
'Maio amarelo'

Número de vítimas fatais no trânsito de Manaus cai mais de 21% em 2016

Campanha de conscientização por um trânsito mais pacífico foi lançada pelo Manaustrans com a boa notícia de que número de vítimas fatais teve queda - no entanto, 15 pessoas ainda morreram em acidentes a cada mês: foram 62 mortes de 1º de janeiro a 29 de abril de 2016 02/05/2016 às 23:24 - Atualizado em 03/05/2016 às 09:30
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Lançamento do “Maio Amarelo” 2016 ocorreu nessa segunda-feira (2), na sede do Manaustrans, na Zona Sul da capital (Foto: Antônio Menezes)
Silane Souza Manaus (AM)

Manaus registrou redução de 21,52% no número de vítimas fatais no trânsito da cidade no início desse ano na comparação com o mesmo período do ano passado. Foram 62 mortes de 1º de janeiro a 29 de abril de 2016 contra 79 no mesmo intervalo de tempo de 2015. Os dados foram repassados ontem pelo diretor-presidente do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans), Eudes Albuquerque, durante a abertura do “Maio Amarelo” 2016, cujo tema é “Cidadão mais atento, trânsito mais seguro”.

Durante o evento, que ocorreu na sede do Manaustrans, no bairro Japiim, Zona Sul, foram desenvolvidas atividades como exposição de vídeos educativos, entrega de material informativo e convocação da sociedade para participar da programação do “Maio Amarelo” 2016 – movimento internacional em prol da segurança viária e que atua para salvar vidas nas vias e rodovias de todo o planeta – que ocorrerá até o final desse mês. O alvo da campanha é conscientizar servidores, condutores, pedestres e comunidade em geral a assumir comportamentos mais seguros no trânsito.

De acordo com Albuquerque, a programação do “Maio Amarelo” 2016, que conta com parceria das instituições participantes do Comitê Vida no Trânsito, envolve diversas ações, entre elas educativas (em instituições e nas comunidades) e de abordagem nas vias recordistas de acidentes de trânsito com vítimas fatais como a avenida Autaz Mirim, na Zona Leste. Além disso, serão ampliadas as atividades dos projetos Condutor Consciente, Manaus na Faixa e Transversalizando o Trânsito, esse último com mostra interna nas escolas.

Fora isso, ainda haverá durante todos os dias do mês as operações Calçada Livre (para desobstruir as calçadas de área comercias), Velocidade Segura (proporciona velocidade segura em locais com risco de acidente de trânsito influenciado por velocidade excessiva) e Respeito à Faixa (fiscalização em faixas de pedestres para fortalecer o respeito a esses locais de travessia). “Todas essas ações, que começaram hoje (ontem) e seguem até o dia 31 desse mês, serão realizadas diariamente e em locais diferentes da cidade”, afirmou Eudes Albuquerque.

Ranking negativo

O Brasil aparece em quinto lugar entre os países recordistas em mortes no trânsito, precedido por Índia, China, EUA e Rússia e seguido por Irã, México, Indonésia, África do Sul e Egito. Juntas, essas dez nações são responsáveis por 62% das mortes por acidente no trânsito. Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS).

'Maio Amarelo' acontece em 23 países

No seu terceiro ano de existência, o “Maio Amarelo” está presente em 23 países de cinco continentes. O movimento ocorre simultaneamente em todo o mundo durante o mês de maio e é dedicado à prevenção de acidentes de trânsito e redução de vítimas. Durante esse período, diversas ações são realizadas pelos órgãos de trânsito e instituições públicas e privadas.

A proposta do movimento “Maio Amarelo” é colocar em pauta, de forma permanente, o tema trânsito para toda a sociedade, destacando que o trânsito deve ser seguro, em todas as situações e para todos, além de incentivar a participação da população, empresas, governos e entidades, no trabalho de conscientização e prevenção de acidentes.

Em 2016, o movimento elegeu dois temas para o trabalho educativo com os mais diversos setores: o uso do cinto de segurança, especialmente no banco traseiro, que ainda é muito negligenciado pela população; sobretudo no país berço do movimento, o Brasil; e também o excesso de velocidade que impacta no aumento de mortes e na gravidade das lesões no trânsito serão as questões que terão evidência na mobilização deste ano.

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