Terça-feira, 17 de Setembro de 2019
NA CÂMARA MUNICIPAL

Terceirizados da Semed fazem protesto e cobram pagamento de salários

'Não tem vale alimentação, não tem salário. A metade da zona estão devendo dois meses. E para a outra, três meses', afirma Silvio Cristiano, um dos organizadores



WhatsApp_Image_2019-09-10_at_12.35.20_BB9104AF-3E55-41A8-80D9-581C0EA0A3FB.jpeg Foto: Winnetou Almeida
10/09/2019 às 12:54

Cerca de 60 funcionários que prestam serviços terceirizados de limpeza e conservação às escolas da Secretaria Municipal de Educação (Semed) pela empresa LBC compareceram à Câmara Municipal de Manaus (CMM) na manhã desta terça-feira (10) para reivindicar salários atrasados e outros auxílios financeiros suspensos há pelo menos três meses. A dívida só em salário corresponde a mais de R$ 3 milhões, equivalente ao pagamento de aproximadamente mil funcionários distribuídos nas quatro zonas distritais.

Segundo um dos organizadores da manifestação, Silvio Cristiano, o tempo de atraso varia de zona para zona, e além de atraso salarial, faltam benefícios como o pagamento de férias, FGTS e cesta básica. "Não tem vale alimentação, não tem salário. A metade da zona estão devendo dois meses. E para a outra, três meses”, disse.

Segundo os trabalhadores, a falta de dinheiro tem prejudicado as finanças, alguns estão para ser despejados de casa, por não pagarem o aluguel, além da existência de contas acumuladas. Há 5 anos na empresa, a funcionária de Serviços Gerais, Cristina Castro disse que a situação não pode continuar como está.

“Só eu trabalho na minha casa. Graças a Deus, não pago mais aluguel, mas tenho colegas que estão quase sem ter onde morar, por não terem dinheiro. Os locadores não aceitam mais as desculpas. E não acreditam, mas estamos sem receber. E minhas contas estão acumuladas há meses”, desabafou.

O advogado que representa parte dos trabalhadores, Alexandre Viana Freire contou que é comum acontecer isso em empresas terceirizadas, pelas lacunas presentes nos contratos.

"Infelizmente é comum às empresas terceirizadas. Os contratos são inexecutáveis. A empresa deixa de pagar direitos dos trabalhadores, fazendo do trabalho deles o seu lucro. No caso desta empresa, ainda há a questão de que os funcionários trabalham em ambientes insalubres e não recebem por isso”, explicou.

Membros das Comissões de Educação e de Finanças, Economia e Orçamento da CMM, entre outros vereadores se reuniram com os funcionários para definir os procedimentos para a execução do pagamento.

“Nós iremos nos reunir ainda hoje, ou o mais tardar amanhã com a secretaria de finanças e com o prefeito para definir novos prazos e resolver essa situação o mais rápido possível”, esclareceu a presidente da Comissão de Educação, vereadora professora Jacqueline (PHS).

Para o vice-presidente da Comissão de Finanças, Economia e Orçamento, Elias Emanuel (PSDB), há negligência por parte da empresa LBC. “A direção da empresa é irresponsável. Vamos cobrar a execução desse pagamento. E cabe ainda uma medida da Procuradoria Geral do Município contra a LBC. Se a empresa não cumpre as regras estabelecidas, ela deve ser riscada da lista de licitações”, destacou.

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Repórter de A CRÍTICA

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