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Manaus
PARALISAÇÃO

Trabalhadores de refinaria param atividades em protesto contra a prisão de colegas

Os terceirizados da Refinaria de Manaus cruzaram os braços e disseram que só retornarão aos postos após liberação dos presos. Motivo das prisões é desconhecido 24/08/2018 às 10:45 - Atualizado em 24/08/2018 às 11:07
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(Foto: Jair Araújo)
Amanda Guimarães Manaus (AM)

Cerca de 700 terceirizados da Refinaria de Manaus paralisaram as atividades na manhã sexta-feira (24), na entrada da refinaria, na rua Rio Quixito, Vila Buriti, Zona Sul da capital, em protesto contra a prisão, por parte da Polícia Civil, de cinco ex-funcionários que trabalhavam no âmbito da Petrobras. As prisões ocorreram no início da manhã também na rua Rio Quixito, segundo informou a 7ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom). O motivo das prisões não foi confirmado. 

Um dos manifestantes, o terceirizado Kennedy Luis, afirmou que todas as sextas um grupo de trabalhadores faz doações para outras pessoas que não conseguiram emprego na refinaria de Manaus. Na manhã de hoje, segundo Kennedy, eles estavam recebendo os objetos doados quando foram surpreendidos pela Polícia Civil. “Toda sexta-feira fazemos uma doação de alimentos para as pessoas que não conseguiram entrar na refinaria para trabalhar ou foram demitidos. Hoje, esses cinco desempregados vieram pegar as doações, mas acabaram sendo presos pela polícia. Não sabemos o que aconteceu”, relatou o trabalhador.

Agora, segundo Kennedy, os trabalhadores terceirizados devem ficar paralisados até que os outros colegas sejam liberados pela polícia. “Agora, que o caldo esquentou, vamos ficar aqui até que os nossos companheiros sejam liberados. Queremos uma resposta das autoridades”, relatou o representante dos manifestantes.

Ato nacional

A prisão dos ex-trabalhadores aconteceu antes do início do ato nacional, organizado em Manaus pelo Sindicato dos Petroleiros do Amazonas (Sindpetro), na estrada da refinaria de Manaus. “Hoje em todo o Brasil está acontecendo um ato nacional da Federação Única de Petroleiros (FUP). Em Manaus, o movimento aconteceria em defesa da vida e da segurança operacional do trabalhador da Petrobras. Registramos ano após ano vários acidentes trabalhistas”, comentou Joselio Alves de Oliveira, diretor executivo do Sindipetro.

Questionado sobre a prisão dos ex-trabalhadores, o representante do sindicato preferiu não falar mais detalhes. Segundo a PM, os homens foram encaminhados para o 7º  Distrito Integrado de Polícia (DIP).

Para pedir mais detalhes das prisões, a reportagem procurou a assessoria de imprensa da Polícia Civil e aguarda posicionamento sobre o caso. 

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