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Manaus
MANIFESTAÇÃO

Terceirizados de refinaria continuam paralisação por valorização profissional

Os trabalhadores da Isaac Sabbá estão paralisados desde a última sexta-feira (10). Eles aguardam uma resposta da Petrobras sobre a falta de valorização de profissionais de Manaus 13/08/2018 às 08:23 - Atualizado em 14/08/2018 às 16:31
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Os manifestantes estão concentrados na via de acesso à refinaria, a estrada Marapatá (Foto: Flávio Braga/Divulgação)
Amanda Guimarães Manaus (AM)

Cerca de 200 terceirizados da Refinaria Isaac Sabbá (Reman), em Manaus, deram continuidade na manhã desta segunda-feira (13) a paralisação contra a contratação de trabalhadores de outros estados do Brasil para atuação na produtora de petróleo da capital. O Sindicato dos Trabalhadores nas Industrias da Construção Civil, Montagem e Manutenção Industrial (Sintracomec) espera uma resposta da Petrobras. 

Conforme o diretor financeiro da Sintracomec, Flávio Braga, os trabalhadores estão na via de acesso à refinaria, a estrada Marapatá, localizada no bairro Distrito Industrial, na Zona Sul de Manaus, desde sexta-feira (10).

"Eles estão dormindo aqui perto da refinaria desde sexta-feira. Trabalhadores de diversas empresas terceirizadas aderiram o movimento, porque a Petrobras não cumpriu a promessa que fez ao sindicato. Em um acordo, eles afirmaram que 80% da contratação em um processo seletivo seria destinada a trabalhadores de Manaus. Mas depois descobrimos que mais pessoas de outros Estados foram contratadas", disse o representante do Sintracomec.

O sindicalista também afirma que o grupo reivindica mais benefícios. Segundo ele, o "sistema Petrobras" está parado na capital do Amazonas por conta do ato dos manifestantes. "O principal foco desta paralisação é que os nossos trabalhadores sejam valorizados, mas também reivindicar mais benefícios, como uma cesta básica", afirma.

Para voltar aos postos de trabalho, os trabalhadores aguardam uma resposta da Petrobras sobre a falta de valorização. Viaturas da Polícia Militar do Estado do Amazonas (PMAM) acompanham o protesto. "Tivemos uma reunião no sábado e as negociações avançaram. Ficamos de conversar hoje", completou Flávio Braga.

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