Segunda-feira, 22 de Abril de 2019
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SAÚDE PÚBLICA

Terceirizados pedem que Susam exija das empresas comprovante de depósito dos salários

Sindpriv destacou que hoje as empresas apresentam apenas a assinatura do empregado, o que não é suficiente para evitar fraudes


04/02/2019 às 19:19

Representantes dos trabalhadores terceirizados que atuam nas unidades da Secretaria de Estado de Saúde (Susam) foram recebidos na manhã desta segunda-feira (04), pelo vice-governador e secretário estadual de Saúde,  Carlos Almeida. Na reunião, realizada na sede da secretaria,  dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado do Amazonas (Sindpriv) apresentaram uma pauta de reivindicações que, dentre outra questões, pede a criação de um mecanismo de controle sobre as empresas quanto ao pagamento de salários aos trabalhadores.  A reunião contou também com a participação do Conselho Regional de Enfermagem do Amazonas (Coren-AM).

O Sindipriv entregou à Susam um ofício sugerindo à secretaria  que passe a exigir das empresas a comprovação de depósito, em conta, dos salários pagos aos funcionários. Segundo o advogado do Sindpriv, Romell Queiroz, hoje as empresas apresentam apenas a assinatura do empregado, o que não é suficiente para evitar fraudes. “O que nos chega é que os trabalhadores são constrangidos a assinar para poder receber alguma coisa. A gente acredita ser o comprovante de depósito um mecanismo que é mais difícil fraudar”, disse Romell Queiroz.

A presidente do Sindpriv, Graciete Mousinho, disse que a sugestão é criar um mecanismo que assegure que o pagamento feito pela Susam às empresas contratadas para prestar serviço ao Estado chegue nas mãos dos trabalhadores. “Como o trabalhador está inseguro e a gente sabe que os pagamentos já estão sendo feitos, queremos garantir que nossos trabalhadores também irão receber. Então, sugerimos que isso se dê por meio de uma fiscalização da Susam no extrato bancário. A empresa paga o trabalhador e vem à Susam apresentar as cópias com os extratos”, disse.

Carlos Almeida afirmou que esse problema já foi identificado, que a Secretaria passará a exigir das empresas a comprovação do pagamento aos funcionários no mês anterior para poder receberem uma nova fatura.

“De qualquer modo, vamos discutir esse tema com mais atenção, com outros atores envolvidos nessa questão, como o MPT (Ministério Público do Trabalho) para aperfeiçoar nossa fiscalização. Nesse aspecto, o sindicato será um grande parceiro nosso”, disse o vice-governador e secretário.

O Governo do Amazonas apresentou, na semana passada, os números que mostram a situação financeira do Estado, no primeiro mês do ano, e reafirmou o compromisso de priorizar o setor de saúde. Com um saldo de caixa de apenas R$ 108,3 milhões, em janeiro, para custeio de toda a máquina estatal, a determinação é de que pelo menos 60% desse valor, cerca de R$ 65,7 milhões sejam utilizados para o pagamento de fornecedores de serviços terceirizados, priorizando aqueles que tenham recursos humanos envolvidos.

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