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Manaus
RODOVIÁRIA ABANDONADA

Terminal rodoviário de Manaus está cada vez mais abandonado

Localizada na avenida Torquato Tapajós, no bairro de Flores, a rodoviária, apesar de estar em pleno funcionamento, tem aspecto de abandonada há muitos anos 25/03/2017 às 14:54 - Atualizado em 25/03/2017 às 18:50
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Não há previsão de quando o prédio passará por reformas ou mesmo se será substituído por  um novo. (Foto: Aguilar Abecassis)
Alik Menezes Manaus

A rodoviária Engenheiro Huascar Angelim está longe de ser compatível com um terminal rodoviário de uma grande cidade como Manaus. Estrutura, conforto, ventilação e banheiros depredados são alguns fatores que colaboram para que os viajantes tenham uma péssima impressão ao desembarcarem na capital amazonense. 

E sequer há previsão de quando o prédio passará por reformas ou mesmo se será substituído por  um novo prédio como já chegou a ser especulado. O órgão que está responsável pela rodoviária, a Superintendência Estadual de Navegação Portos e Hidrovias (SNPH)  precisa de uma alteração na lei para poder atuar efetivamente na administração do local. 

Localizada na avenida Torquato Tapajós, no bairro de Flores, a rodoviária, apesar de estar em pleno funcionamento, tem aspecto de  abandonada há muitos anos. O jogador de futebol Alessandro dos Santos, 23, veio de São Paulo com um grupo de amigos e, na manhã de ontem, aguardava o horário de embarcar rumo ao Estado de Roraima. O atleta afirmou que nunca viu uma rodoviária em pior estado. “É assustador porque Manaus é uma cidade desenvolvida. É uma falta de respeito com os turistas e com a população que vive no estado”, disse. 


Além do aspecto sujo, o atleta disse que não há ventilação no terminal rodoviário, o que torna a espera ainda mais desconfortável. “Estamos cansados, mas não conseguimos dormir nenhum minuto aqui, não tem nem refrigeração, nem ventiladores. É inacreditável. Manaus é uma cidade de clima quente e esse lugar recebe muitas pessoas todos os dias. Os responsáveis deveriam tomar alguma atitude”, avaliou o jogador de futebol roraimense. 


Péssima impressão
A estudante Maria de Fátima Almeida, 29, disse que a situação do terminal rodoviário é revoltante e classificou como humilhante ser submetida a banheiros em péssimas condições em casos de necessidades. “Se o  salão do terminal está desse jeito, nem tente imaginar como são os banheiros. Eu não uso, tenho medo de pegar alguma doença lá”, disse a estudante, que costuma fazer viagens intermunicipais dentro do Amazonas. 

Para a jovem, o terminal rodoviário de Manaus envergonha o Estado e perde para muitas cidades pequenas que investem na estrutura. “Chegar numa capital como Manaus e desembarcar em um lugar nessas condições é inacreditável. Vergonhoso”, disse. 

Fátima vem para Manaus junto com os pais pelo menos uma vez no mês em busca de tratamento médico. “Todos os meses a gente vem lá de Itamarati e sempre que a gente chega tem a mesma impressão de que estamos em um filme de terror. Esse lugar é esquecido, sujo, nojento. É uma falta de respeito”, disse. 

À espera de mudanças na legislação

Desde o ano passado a rodoviária está sob responsabilidade da Superintendência Estadual de Navegação Portos e Hidrovias (SNPH). Segundo o diretor-presidente, Walfrido Oliveira Neto, anterior mente o órgão administrava os portos do Amazonas, mas, após o Governo Federal cancelar os convênios, a SNPH precisou devolver a administração do Porto de Manaus e de outros de municípios do interior. 
“Nós ficamos sem sede, foi aí que  o governo nos cedeu esse espaço, mas nós ainda não podemos administrar efetivamente a rodoviária”, explicou. 

Neto informou que para administrar a rodoviária é necessário uma alteração na lei, mas não é algo simples porque irá modificar as funções de funcionários e pode até afetar a remuneração.  “ Nós precisamos dessa alteração na lei, que já está caminhando na Casa Civil, mas, devido à complexidade, não se conclui tão rápido. Vamos precisar mudar funções e pode até afetar os salários”, explicou. 

Além dessa mudança que permitira a troca de funções, o diretor-presidente afirmou que necessita da aprovação de uma “delegação de competência”. “Só após essa delegação, vamos poder atuar de fato na administração”, disse. 
O diretor-presidente informou que existe um projeto para construção ou reforma do terminal rodoviário. “O projeto é de 2014, vai precisar de algumas alterações, mas o projeto está aí”, informou.

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