Segunda-feira, 22 de Julho de 2019
HOMICÍDIO NO PORÃO

Testemunhas de crime vetam presença de delegado Sotero durante depoimentos

Uma das três testemunhas ouvidas na manhã desta quinta-feira (14) foi a viúva de Wilson Justo, Fabíola Rodrigues Pinto de Oliveira, que chorou muito durante o seu depoimento



sotero.JPG Foto: Reprodução/Internet
14/06/2018 às 16:28

O delegado Gustavo Sotero da Polícia Civil não está participando da audiência de instrução e julgamento do processo do homicídio do advogado Wilson Justo Filho, iniciada na manhã desta quinta-feira (14) no Fórum Ministro Henoch Reis, na Zona Centro-Sul de Manaus. Todas as pessoas ouvidas hoje optaram por testemunharem sem a presença de Sotero, que aguarda na carceragem do Fórum. Ele é o autor dos disparos que mataram o advogado e feriram mais três pessoas dentro da casa de shows Porão do Alemão, na Zona Centro-Oeste, em novembro de 2017, e foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio qualificado.

As três vítimas sobreviventes e mais uma testemunha já foram ouvidas nesta manhã, inclusive a viúva de Wilson Justo, Fabíola Rodrigues Pinto de Oliveira. Durante a tarde, mais quatro testemunhas devem ser ouvidas. 

A medida adotada pelas testemunhas é para evitar constrangimentos. O Código de Processamento Penal permite que as testemunhas sejam ouvidas sem a presença do réu. Após todos os depoimentos, Sotero irá ao local da audiência de instrução e julgamento para assinar os autos do processo.

Depoimento da viúva

Segundo a assistente de acusação e advogada da esposa de Wilson Justo, Catharina Estrela, sua cliente chorou muito durante o depoimento. “Foi muito emocionante para ela. Mas ela conseguiu esclarecer as dúvidas de todos. Ela sabe da importância de ser ouvida”, contou Estrela.

O também assistente de acusação, advogado Josemar Berçot, enfatizou que, durante o testemunho, Fabíola contou que ontem foi aniversário da filha do casal. “Ela disse que a filha deles perguntava 'cadê o papai?' e ela só respondia que ele estava no céu”, disse Berçot.

Ainda de acordo com o advogado, no caso das vítimas sobreviventes, ao delegado Wilson Sotero pode ser imputada a pena pelo crime de homicídio tentado com os mesmos qualificadores da denúncia pelo assassinato de Wilson Justo. 

Nova audiência

Para os dias 17 e 18 de julho estão marcadas novas audiências de instrução, em que as demais testemunhas devem ser ouvidas, além do delegado Gustavo Sotero.

Receba Novidades

* campo obrigatório

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.