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Testemunhas envolvidas no assassinato de ‘Pulga’, mais uma vez, não comparecem à audiência

Nenhuma das pessoas listadas pela acusação compareceu à audiência de instrução de julgamento, realizada nesta quarta-feira (22) no fórum Henoch Reis 23/05/2013 às 12:00
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Entre os réus do processo que investiga a morte de ‘Pulga’ está Raphael Souza
acritica.com ---

Testemunhas de acusação arroladas pelo Ministério Público Estadual (MPE) no processo que investiga o assassinato de Luis João Macedo de Souza, vulgo “Pulga”, ocorrido em abril de 2008, no bairro do Coroado, Zona Leste, mais uma vez deixaram de comparecer à audiência de instrução de julgamento, realizada nesta quarta-feira (22) no fórum Henoch Reis.

O promotor de Justiça autor da denúncia, Carlos Fábio Monteiro, atribui o não comparecimento das testemunhas ao medo de represálias por parte dos integrantes da organização criminosa acusada do crime.

O processo tem como réus Raphael Wallace Souza (filho de Wallace Souza), o soldado da Polícia Militar Givanil de Freitas Santos e o coronel reformado da PM Jair Martins da Silva, o “Urso”. Segundo consta nos autos, Pulga teria sido morto porque não aceitou a proposta dos acusados  para assassinar a juíza federal Jaiza Pinto Fraxe e ainda ameaçou denunciá-los ao Ministério Público Federal casso continuassem insistindo. Inconformado com a recusa e preocupado com a ameaça, Raphael teria contratado Juarez dos Santos Medeiros, o “Beto”, e Givanil de Freitas Santos para matar o pistoleiro.

Nesta quarta-feira compareceram os réus e as testemunhas de defesa. Dessas, três foram ouvidas, mas as declarações não teriam contribuído muito para as informações do processo. O promotor Fábio Monteiro desistiu das testemunhas de defesa nessa fase do processo, mas disse que elas voltarão ser convocadas para o julgamento dos réus. Já a defesa do réu Jair Martins insistiu na presença da testemunha de seu cliente, que é o secretário de segurança pública coronel Paulo Roberto Vital.

Nesta quarta-feitra, a juíza Eline Paixão e Silva Gurgel do Amaral Pinto disse que, na próxima audiência, as seis testemunhas restantes e os três réus serão ouvidos. “A intenção é concluir essa fase do processo para que ele continue o trâmite legal”, disse a magistrada. A imprensa não teve acesso à audiência.

De acordo com os autos, Raphael e o pai, Wallace Souza,  planejavam o assassinato da juíza federal Jaíza Fraxe em razão dela ter decretado a prisão do tenente-coronel da PM Felipe Arce Rio Branco e de outras pessoas na “Operação Centurião”, da Polícia Federal. Conforme o processo, as prisões teriam prejudicado os interesses da organização criminosa da qual eles fariam parte.

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