Domingo, 17 de Novembro de 2019
Manaus

Título do Grupo Especial de Manaus deve sair entre Reino, Vitória Régia e Alvorada

A apuração das escolas campeãs de todos os grupos do Carnaval amazonense acontece nesta segunda-feira (16), a partir das 9h, no próprio Sambódromo. O Grupo Especial terá os envelopes dos jurados abertos a partir das 11h.



1.jpg Desfile do Grupo Especial das escolas de samba de Manaus
15/02/2015 às 15:58

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Reino Unido da Liberdade, Vitória Régia e Unidos do Alvorada devem brigar pelo título de campeã do Carnaval do Grupo  Especial das escolas de samba de Manaus. O trio impressionou o público que compareceu neste sábado (14) e madrugada de domingo ao Sambódromo. A Mocidade Independente de Aparecida poderia estar em uma posição confortável para se garantir como uma das favoritas, mas teve problemas na evolução durante o início e final do seu desfile.



A apuração das escolas campeãs de todos os grupos do Carnaval amazonense acontece nesta segunda-feira (16), a partir das 9h, no próprio Sambódromo. O Grupo Especial terá os envelopes dos jurados abertos a partir das 11h.

Ano passado, em uma decisão controvertida e polêmica, sete das oito agremiações participantes decidiram se auto-proclamar campeãs e sem abertura dos envelopes  - a Reino Unido, que era uma das grandes favoritas e que queria que a apuração ocorresse normalmente, foi  voto vencido.

O DESFILE

A primeira agremiação a entrar na passarela do samba foi a Império da Kamélia, com o enredo “Luz – energia que move o mundo”, mostrando os benefícios desse bem para a humanidade e fazendo um alerta para o futuro.
A bateria foi comandada pelo conhecido mestre Iron, ex-Reino Unido, e o intérprete oficial foi Marcelo Buiú. "Tem que respeitar a história da Kamélia", destacou Almério Botelho, presidente de honra da agremiação que desfilou em 61 minutos.

Às 20h20, as atenções dos foliões se voltaram para a tradicional Andanças de Ciganos, com o tema “No clamor do seu povo desperta o guerreiro esquecido, Ajuricaba, o herói Manaó”, enfatizando o heróico e lendário indígena que, em Manaus, é homenageado até com nome de bairro. A escola cravou o tempo de 61min59s na sua apresentação.

E por falar em bairro, a terceira escola da noite foi a Unidos do Alvorada, da comunidade da Zona Centro-Oeste, que tratou sobre “Saúde, alegria e paz, o resto a gente corre atrás” e que começou o desfile às 21h20. As fantasias e carros mostravam um bom acabamento. Foi, com certeza, um com melhores desfiles da escola em toda a sua história, senão o melhor. “Esse desfile nos credencia a disputar o título”, disse Heroldo Linhares, presidente da Alvorada, que percorreu a pista do Sambódromo em 63 minutos.

Uma das maiores torcidas entre as agremiações de Manaus, a A Grande Família, do bairro de São José, Zona Leste, trouxe o sincretismo religioso para a avenida ao desenvolver, neste Carnaval do grupo Especial, o enredo “Orixás: a força que vem da natureza”. Mas, em seus  63 minutos, não conseguiu repetir o mesmo desempenho empolgante dos últimos anos.


A quinta escola de samba entre as “grandes” a desfilar foi preta e amarela Sem Compromisso, às 23h50, com “Lutar sempre, ganhar, talvez, desistir, jamais”. A comissão de frente trouxe duas representações: a primeira, muito bela, representava soldados munidos de espadas e escudos em uma bela coreografia. Num segundo momento, surgiam índios e homens vestidos com uma espécie de quimono. O samba-enredo, contagiante, teve boa assessoria da bateria que não chegou a comprometer. A Sem Compromisso desfilou com o tempo de59 minutos (o tempo mínimo é 55).

Depois, quem entrou em cena com as cores verde e branca foi a Mocidade Independente de Aparecida, com “Aquiri: orgulho do Brasil”, às 1h já de Domingo Gordo de Carnaval, contando a história do Estado do Acre. A agremiação fez um bom desfile, mas se comprometeu ao acelerar seu desfile quando faltavam quatro minutos para o fim da sua apresentação, o que ficou  perceptível para todos, inclusive os jurados. Ao final, a “Pareca” terminou com o tempo de desfile de 63 minutos

Às 2h10, os tambores que rufaram em alto e bom som foram os da Balaku Blaku, que trouxe o tema “Canta alto Cirandeira, com orgulho e amor, conta a história de Manacapuru, o sonho que se realizou”, sobre a cidade do interior do Amazonas que é conhecida, também, como a “Terra das Cirandas”. Um dos destaques foi o carro alegórico que trazia o lutador de MMA Ronys Torres e jogadores do Princesa do Solimões, de Manacapuru. Um total de 57 minutos foi o tempo gasto pela escola – o menor entre as 9 equipes deste Grupo Especial.

Sempre gigantesca tanto em número de brincantes quanto na altura e largura das suas alegorias, a Reino Unido da Liberdade foi a penúltima agremiação do Carnaval Especial deste ano, trazendo o enredo “Construção: obra prima da humanidade”. A festa da Reino começou antes do desfile, quando a sua fanática torcida cantou e, com bandeirinhas, bandeirões, papel picado, faixas e muita disposição cantou o samba-enredo da verde e branca. Compacta e gigantesca (desfilaram cerca de 4 mil brincantes), a Morro, como é chamada, empolgou do início ao fim. Um dos momentos altos foi a ala de crianças do projeto “Reino do Amanhã” e a própria galera das arquibancadas do Sambódromo cantando o samba deste ano sem auxílio da bateria. A Reino não “correu” para terminar a sua apresentação, mas terminou com o tempo de 64min43s – o máximo para desfilar é 65 minutos.

A última escola de samba entre as grandes a pisar no Sambódromo foi a verde e rosa Vitória Régia, com “De Nazaré à Conceição, no caminho das águas”, homenageando o Estado do Pará e alguns dos seus ícones, como Nossa Senhora de Nazaré, a maniçoba e os rivais no futebol Remo e Paysandu – a escola passou pela pista do Sambódromo em 60 minutos.

Agora, a decisão está nas mãos dos jurados. É esperar amanhã para conferir!


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