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TJ-AM marca para abril julgamento de seis envolvidos na trama para matar Mauro Campbell

A trama para assassinar o então Procurador-Geral de Justiça e hoje ministro do STJ é objeto de um processo tramita na 2ª Vara do Tribunal do Júri 13/02/2016 às 15:28
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O ministro Mauro Campbell não vai estar presente no julgamento, mas será ouvido de Brasília por teleconferência
Joana Queiroz Manaus (AM)

Seis acusados de envolvimento no esquema para assassinar o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Mauro Campbell Marques, em 2006 - na época Procurador de Justiça do Amazonas, então postulante ao cargo de Procurador-Geral, serão julgados pela 2ª Vara do Tribunal do Júri.

O julgamento está marcado para acontecer no dia 1º de abril e será presidido pelo juiz Anésio Pinheiro. Oito advogados e dois defensores públicos vão trabalhar na defesa dos réus. A acusação ficará a cargo do promotor Igor Starling Peixoto.

O processo tem como réus o também ex-Procurador de Justiça do Estado Vicente Augusto Cruz de Oliveira, Elson dos Santos Morais, Lenilson Braga da Silveira, o “Carioca”, Osvaldo Silva Bentes, Jane da Silva Santos, o “Caneco”, e Maria José Dantas da Silva.

Ele está inserido na pauta de julgamento do primeiro semestre desse ano da 2ª Vara do Tribunal do Júri, que além deste tem em pauta mais 101 processos que devem ser julgados até junho.

O julgamento do ex-procurador é um dos mais esperados, já que o caso ocorreu há nove anos, com seis réus, em que um dos acusados e a vítima são autoridades. De acordo com o juiz, o ministro Mauro Campbell não vai estar presente no julgamento, mas será ouvido de Brasília por teleconferência.

A defesa do ex-procurador, que será feita pela banca do advogado Félix Valois Coelho Júnior, defende a tese da inexistência do crime, pois consta nos autos que houve apenas a intenção.

De acordo com os autos, os réus Elson dos Santos Morais e Osvaldo Silva Bentes, a mando de Vicente Augusto Cruz de Oliveira, na época procurador-geral de Justiça do Estado do Amazonas, teriam intermediado a contratação de Lenilson Braga da Silveira (o “Carioca”) e Jane da Silva Santos (o “Caneco”).

Essa contratação vinha com a promessa de pagamento de R$ 40 mil, sendo que metade teria sido adiantada com a finalidade de assassinar  Mauro Campbell.

De acordo com os autos o ex-presidiário Franklin Barbosa dos Santos denunciou o esquema para matar Campbell ao Ministério Público Estadual informando que ele havia sido contratado pelo casal Elson e Maria José. Pelo serviço ele receberia R$ 50 mil.

Barbosa chegou a aceitar fazer o serviço, mas acabou desistindo depois que reconheceu que o alvo era o então procurador. Após a descoberta do caso, Vicente Cruz se afastou do Ministério Público do Estado, estando hoje aposentado.

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