Publicidade
Manaus
FALTA DE RÉU

Tribunal de Justiça adia julgamento do ‘caso Oscar Cardoso’ e transfere para 25 de agosto

O motivo é a ausência de um dos réus, o “Marcos Pará”, 31, que não foi trazido de penitenciária federal para Manaus 30/06/2017 às 11:25 - Atualizado em 30/06/2017 às 14:10
Show 9dfsd
Foto: Arquivo
Rafael Seixas e Amanda Guimarães Manaus (AM)

O julgamento do “caso Oscar Cardoso” foi adiado pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) nesta sexta-feira (30), no Fórum Ministro Henoch Reis, em Manaus, após a ausência de um dos réus, Marcos Roberto Miranda da Silva, 31, o “Marcos Pará”, que não foi trazido pela Polícia Federal da penitenciária de Mossoró (RN), onde está preso. A nova data marcada é 25 de agosto.

Segundo o TJ-AM, “Marcos Pará” devia ter chegado ontem à cidade, onde ficaria aguardando o horário do julgamento na sede da PF. Além dele, também fazem parte do banco de réus o narcotraficante João Pinto Carioca, o “João Branco”, principal personagem e acusado de ser o mandante do assassinato do delegado Oscar Cardoso em 2014 – que seria julgado por videoconferência – e mais três réus, presos em penitenciárias de Manaus.

Segundo o juiz Anésio Rocha Pinheiro, responsável pelo julgamento, “Marcos Pará” não chegou a Manaus por um problema na compra de passagem aérea. “O processo é complexo, apesar de ser originado em 2014. Dois dos réus estão em presídios federais. A estrutura do Tribunal só permite que o sistema de videoconferência seja realizado com um réu. Os outros teriam que vir para Manaus, mas acabou acontecendo um equívoco na compra de passagem”, disse.

Ainda segundo o juiz Anésio Rocha, o TJ-AM apresentou um ofício para a Polícia Federal no dia 19 de março sobre a necessidade de o réu vir para Manaus para o julgamento. “Encaminhamos o ofício com muita antecedência, mas teve um erro administrativo. O julgamento está designado para o dia 25”, comentou.

Segundo Anésio, conforme a lei apenas um dos réus poderia ser julgado por videoconferência. “A decisão que consta nos autos é a realização do julgamento do ‘João Branco’ por videoconferência. O advogado de defesa me disse que entrou com um pedido de para que ele seja julgado aqui, mas ainda não consta”, acrescentou.

De acordo o representante do Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM), o promotor de Justiça Armando Maia, aconteceu um “acidente administrativo”. “Não é do interesse da sociedade e da defesa que o julgamento aconteça sem um dos réus”, disse o promotor de Justiça Armando Maia, responsável pela acusação.

O pedido de adiantamento do julgamento foi imposto pelo próprio MPE e seguido pelos advogados do João Pinto Carioca, Marcos Roberto Pará, Diego Bruno, Messias, Diego Bruno e Mário Jorge.

Processo

Dos cinco réus, apenas “João Branco” seria interrogado por meio de videoconferência. Ele está preso na Penitenciária Federal de Catanduvas, no interior do Paraná. Além de “Marcos Pará” e “João Branco”, os demais acusados são Messias, Diego Bruno e Mário Jorge, que estão presos em presídios de Manaus. Hoje, eles três foram conduzidos para o Fórum Ministro Henoch Reis pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).

Essa é a quarta vez que o julgamento do “caso Oscar Cardoso” é adiado. Dois adiamentos haviam sido solicitados pela Seap, respectivamente em dezembro 2016 e abril de 2017. O terceiro adiamento ocorreu em maio deste ano devido uma videoconferência, pois o TJ-AM não teria tempo hábil para preparar tudo até a data.

Defesa

O advogado de “Marcos Pará”, Eguinaldo Gonçalves de Moura, informou à reportagem que já sabia que o cliente não viria para a capital amazonense a tempo. “Faltaram passagens. Ele teria que vir juntamente com quatro policiais, mas faltaram passagens de dois”, declarou o representante da defesa. “Os cincos réus possuem a mesma tese. O meu cliente não participou do crime”, concluiu.

Marcos Pará foi preso em Manaus no dia 28 de maio de 2014. Em depoimento à polícia, ele confessou que estava com o grupo que matou Oscar, mas disse que não atirou na vítima, porque a arma dele havia falhado. Marcos também disse ter sido ele quem retirou e salvou o neto do delegado do tiroteio.

Julgamento

Por motivos de segurança, o juiz Anésio proibiu a entrada de pessoas com celulares e câmeras fotográficas. Até mesmo a imprensa não poderá realizar gravações dentro do Tribunal.

A sessão, conforme o TJAM, contra com a participação da sociedade, por meio de um sorteio de sete jurados dentro os cadastrados.

Confira como pode funcionar o Júri Popular do caso 'Oscar Cardoso':

Publicidade
Publicidade