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Manaus
CHACINA

Justiça condena acusados de matar mulher e crianças em 2013 no Alvorada, em Manaus

No crime, eles também tentaram matar um idoso de 65 anos e um deles estuprou a vítima de 13 anos 01/11/2017 às 14:31 - Atualizado em 01/11/2017 às 15:16
Show show chacina
Julgamento ocorreu durante essa terça-feira (31) no Fórum Henoch Reis (Foto: Gilson Mello/Freelancer)
Joana Queiroz Manaus (AM)

O Conselho de Sentença da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Manaus julgou e condenou nessa terça-feira (31) três pessoas pela chacina e morte de uma mulher e duas crianças de 13 e 6 anos no bairro Alvorada, na Zona Centro-Oeste de Manaus, ocorrido no ano de 2013. No crime, eles também tentaram matar um idoso de 65 anos e um deles estuprou a vítima de 13 anos.

Os três condenados são Ellice Dária da Silva Lira, a “Sine”, Adriano Rosa de Lima e Suedson Monteiro de Souza, o “Neguinho”. As vítimas do triplo homicídio foram Juliana Silva de Moura, 28 anos, Stefany Silva de Lima, de 13 anos, e Sofia Silva de Moura, de 6 anos. A vítima de tentativa de homicídio é Sebastião de Souza Almeida, 65. Segundo a acusação, “Neguinho” foi quem estuprou a menina de 13 anos.

A pena maior ficou para Suedson Monteiro de Souza, o “Neguinho”. Ele foi condenado a 80 anos de prisão em regime fechado. Adriano Rosa de Lima foi condenado a 70 anos de reclusão em regime fechado. A pena menor ficou para Ellice Dária da Silva Lira, a “Sine”, que foi condenada a 20 anos de reclusão em regime fechado.

A sessão de julgamento foi presidida pelo juiz Rafael Rodrigo da Silva Raposo. O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) esteve representado pelo promotor de justiça Edinaldo Medeiros. Os réus foram assistidos pela Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE). O julgamento durou mais de 15 horas e o juiz leu a sentença a uma hora da manhã desta quarta (1º).

Bebida e emboscada

O triplo homicídio foi praticado no dia 28 de abril de 2013, na residência número 52 da rua 9, bairro Alvorada e, segundo denúncia do MP-AM, teria sido motivado por dinheiro. Consta nos autos que a vítima Sebastião, de 65 anos, estava convivendo há cinco anos com a vítima Juliana, 28, prima da acusada “Sine”. O idoso possuía vários bens imóveis, o que lhe proporcionava uma boa renda mensal e despertou a atenção dos condenados.

Conforme a denúncia do MP-AM, as mentoras do crime foram a própria vítima Juliana e a prima dela, “Sine”, que acertou os detalhes com companheiro dela, Adriano, para cometerem o crime. O outro acusado, Suedson “Neguinho”, foi convidado por Adriano para participar.

No dia do crime, Juliana levou Sebastião para um bar onde consumiam bebidas alcoólicas. Juliana havia combinado de embebedar o companheiro e convencê-lo a ir para casa onde os demais cúmplices praticariam o roubo. Com tudo acertado, todos foram para casa de Sebastião.

Sem dinheiro e revolta

Ao adentrar o portão, ele foi surpreendido com golpes de coronha de revólver na cabeça, amarrado e esfaqueado. Sebastião ainda sobreviveu depois que se fingiu de morto. Como não foi encontrado o dinheiro na casa, Adriano, “Sine” e “Neguinho” se revoltaram contra Juliana e a mataram com golpes de faca. Nesse momento, as duas meninas que estavam dormindo se assustaram com o barulho e foram atacadas e mortas a golpes de faca.

Assim que os laudos ficaram prontos foi detectado que a vítima Stefany Silva de Lima, de 13 anos, ainda teria sido estuprada. Com isso, o promotor Edinaldo Aquino de Medeiros pediu um aditamento ao processo e, a partir dos exames de DNA, ficou comprovado que o material encontrado no corpo da adolescente era de Suedson Monteiro de Souza, o “Neguinho”.

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