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TJAM realiza terceira audiência de julgamento de inglesa morta em acidente em 2013

A advogada inglesa Gillian Metcalf, 50, foi vítima de um acidente entre duas lanchas no Rio Negro, em setembro de 2013, nas proximidades do Porto da Ceasa 03/08/2015 às 15:59
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Gillian Metcalf, com Charles, Natasha e Alice, nas Cataratas do Iguaçu, antes de vir a Manaus. Ela morreu na colisão entre duas lanchas no meio do rio Negro
Rafael Seixas e Joana Queiroz Manaus (AM)

Iniciou nesta segunda-feira, às 10h, na 9ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM), a terceira audiência de julgamento sobre a morte da advogada inglesa Gillian Metcalf, 50, vítima de um acidente entre duas lanchas no Rio Negro, em setembro de 2013, nas proximidades do Porto da Ceasa, Zona Leste de Manaus. O veredito final do caso pode sair ainda hoje.

A imprensa não foi autorizada a acompanhar a instrução processual de julgamento. Contudo, após o fim da audiência, o juiz de Direito Henrique Veiga Lima dará uma coletiva. O caso está sendo acompanhado pela promotora de Justiça Renilce Helen Queiroz de Souza.

O marido e a filha de Gillian, Charles e Alice, estão acompanhando a audiência acompanhados por dois advogados (um brasileiro e outro inglês). Uma testemunha de defesa dos réus, os pilotos das lanchas envolvidas no acidente. Raimundo Nonato Lima era o condutor da embarcação Dona Shirley e Mailson Gomes da lancha Clicia VI.  Charles, marido de Gillian, reclama da lentidão da justiça brasileira, por isso a chama de “Unkind Justice” (“Justiça Grosseira”), pois acredita que a legislação não está preocupada com eles que são vítimas.

Relembre o caso

Gillian, o marido e suas duas filhas estavam em direção ao hotel de selva Juma Amazon Lodge quando o acidente ocorreu no Rio Negro, às margens de Manaus, depois que o barco em que estavam tinha abastecido num “pontão” (posto de combustível flutuante).

Segundo testemunhas, o condutor da outra lancha se aproximou em alta velocidade e bateu na embarcação. Depois da colisão, o condutor não teria prestado socorro às vítimas e se afastou do local. A lancha dos turistas fazia serviços exclusivos para o resort e a empresa prestou toda assistência aos acidentados. Já a outra lancha não estava regularizada, supostamente. A Marinha abriu inquerito para investigar as causas do acidente.

As vítimas foram levadas ao Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, também na Zona Leste, mas Gillian não resistiu aos ferimentos e morreu ao dar entrada na unidade de saúde. Segundo o laudo de necropsia realizado pelo IML, a causa da morte da inglesa foi traumatismo craniano. 


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