Terça-feira, 25 de Junho de 2019
TRABALHO

Trabalhadores da Moto Honda anunciam paralisação para esta quinta-feira (6)

Sindicato alega irregularidades da empresa com a legislação trabalhista e diz que há funcionários tratados em regime de escravidão. Moto Honda nega acusações



show_show_show_linha_de_moto_Honda__10__3080FEF2-8BDA-4C5F-B880-1B8CD6399A02.jpg Foto: Arquivo/AC
05/06/2019 às 18:33

Mais de 800 trabalhadores terceirizados prometem paralisar as atividades na fábrica da Moto Honda da Amazônia nesta quinta-feira (6). O Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil (Sintracomec) alega irregularidades da empresa com a legislação trabalhista e diz que há funcionários tratados em regime de escravidão. A Moto Honda nega as acusações.

O presidente do Sintracomec, Cícero Custódio, informou que recebeu denúncias de trabalhadores que prestam serviços na área de montagem. Ao todo, ele estima que 10 empresas terceirizadas atuem na fábrica, localizada no Distrito Industrial, na Zona Sul de Manaus.

De acordo com denúncias da categoria, a legislação trabalhista está sendo descumprida devido a ausência de equipamentos de proteção individual (EPI). O sindicato alega condições análogas à escravidão, falta de local para refeição, atraso de pagamento de salário e não pagamento de benefícios como cesta básica prevista na convenção coletiva dos trabalhadores da construção civil. Além disso, a entidade afirma que a empresa tem contratado pessoas por dez dias para evitar vínculo empregatício.

"Enviamos uma notificação a Moto Honda que alegou não se responsabilizar pela situação dos trabalhadores. O sindicato pretende realizar uma manifestação na entrada de acesso dos trabalhadores ao canteiro de obras que funciona nas instalações da Moto Honda para chamar atenção dos responsáveis e resolver o problema", disse ele, afirmando que os trabalhadores devem paralisar as atividades nesta quinta-feira.

Moto Honda nega acusações

A Moto Honda negou as acusações de que os trabalhadores estejam atuando em regime de escravidão.

“A empresa reforça que a sua atuação se dá dentro da legislação trabalhista vigente, tanto para os seus colaboradores diretos como aqueles que atuam sob outras modalidades contratuais e reitera que todos os prestadores de serviço são regularmente fiscalizados, sobretudo quanto ao cumprimento de suas obrigações”, disse em nota.

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