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Trabalhadores do PIM prometem manifestar nesta sexta-feira (31) contra o INSS

Isso é o que farão nesta sexta milhares de trabalhadores em protesto à lentidão do órgão nas perícias para liberação de benefícios 31/05/2013 às 08:21
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Cícero Custódio: na construção civil há muitos trabalhadores sequelados
Adan garantizado ---

Cerca de 3 mil empregados dos setores da construção civil, saúde, naval e metalúrgicos do Polo Industrial de Manaus prometem fazer uma grande manifestação nesta sexta-feira (31), no Centro da cidade, contra o Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS).

O alvo das diversas categorias é a lentidão do órgão nas perícias para concessão de benefício por invalidez ou acidentes de trabalho. O alto índice de benefícios recusados pelo INSS também estará na pauta dos manifestantes, que se reunirão às 8h30, na Praça da Polícia e seguem até a sede do INSS, nas proximidades do Paço Municipal. Lá, eles vão formar uma comissão que tentará conversar com a diretoria regional do Instituto. Boa parte dos trabalhadores envolvidos no protesto sofreu algum acidente de trabalho e além de carregar sequelas, enfrentam problemas para obter a seguridade social. Ao menos 50 deles estarão em cadeiras de rodas e de muletas.

Segundo o presidente do O Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias da Construção Civil no Amazonas (Sintracomec-AM), Cícero Custódio, o descaso do INSS com casos de lesão por esforço repetitivo (LER) e em outros acidentes de trabalho é absurdo. “Os médicos parecem que são pagos para dizer não. O trabalhador chega lá com a perna quebrada, de cadeira de rodas, com outras lesões e saem do INSS com um laudo dizendo que estão em boas condições e podem trabalhar normalmente”, declarou o sindicalista. O tempo de duração entre o agendamento e a perícia também é criticado pelas categorias. Em média, no Amazonas, o processo da dura 90 dias. “Estamos constantemente em contato com outros estados. Em nenhum deles existe um índice de rejeição de benefícios tão alto como aqui. Isso sem contar que em outros locais, o processo demora no máximo 40 dias. Estamos achando que existe uma grande máfia no INSS do Amazonas”, disparou Custódio.

Somente no setor de construção civil, são cerca de 5 mil trabalhadores “encostados”. O maior índice de lesões é na coluna ou foi causado por fraturas nos braços e pernas.

A manifestação, porém, não deixará de ter sua desavença política. Centrais sindicais como a CUT e a Força Sindical não manifestaram apoio ao movimento, segundo o presidente do Sintracomec-AM. Ele classificou o ato como uma “omissão”. A reportagem tentou contato com dirigentes com Valdemir Santana (CUT) e Vicente Filizola (Força Sindical) durante a tarde de ontem, mas não obteve sucesso.

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