Quarta-feira, 11 de Dezembro de 2019
EDUARDO GOMES

Trabalhadores fazem manifestação contra a privatização do Aeroporto Eduardo Gomes

Os manifestantes usaram cartazes, faixas e realizaram uma caminhada para expressar o descontentamento com a possível privatização da empresa



20/06/2017 às 16:47

Um grupo de funcionários da Infraero realizou um protesto, na manhã desta terça-feira (20), no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, localizado na Zona Oeste de Manaus, contra a privatização da estatal aeroportuária. Os manifestantes usaram cartazes, faixas e realizaram uma caminhada para expressar o descontentamento com a possível privatização da empresa.

A manifestação organizada pelo Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina) reuniu cerca de 400 servidores contra a privatização de 52 aeroportos brasileiros administrados pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). O ato teve duração de duas horas e teve como ponto de concentração a entrada do saguão de embarque.



Os manifestantes protestaram contra a privatização do aeroporto por meio de palavras de ordem, pronunciamentos e um "apitaço",  além de uma caminhada pelo entorno do aeroporto contando com o auxilio de um carro de som. A paralisação temporária das atividades não interferiu nos serviços essenciais do terminal de passageiros. Nenhum vôo atrasou ou foi cancelado.

Segundo o secretário geral do Sina, Célio Alberto, a medida pode afetar mais de 30 mil trabalhadores diretos em todo o país e o controle da estatal pode ser perdido totalmente para os compradores. “O governo insiste em continuar com esse modelo privatista que sabemos que não dá certo, é o caso de Guarulhos. A manifestação visa chamar atenção e dizer que o amazonense é contra a privatização e não permiti a entrega desse patrimônio”, afirma.

Mobilização
A iniciativa foi repetida País afora, em todos os 52 aeroportos ameaçados de privatização pela medida. No dia 02 de junho o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil Maurício Quintella disse que o governo federal estuda opções para privatização da Infraero, incluindo a venda de partes da empresa e a concessão em blocos de aeroportos, e já havia decidido pela divisão da área de torres de controle numa nova empresa pública. Na ocasião, Quintella disse que alguma solução deveria ser alcançada até julho.


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