Quinta-feira, 23 de Maio de 2019
Manaus

Trabalhadores improvisam vigilância com câmeras em árvores, orelhões e barracas

Câmeras de vigilância foram instaladas nas árvores e também em alguns orelhões no Centro da cidade, como forma de aumentar a segurança e reduzir os roubos



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O policiamento na área é feito pelo 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP).
08/07/2015 às 20:30

Para monitorar a violência que se instalou na área comercial do Centro da cidade e inibir a ação de ladrões, comerciantes não medem esforços. E alguns deles tomam medidas independentes e até inusitadas para garantir a sua renda diária e se sentirem mais seguros. Uma delas é a instalação de câmeras de vigilância em árvores e até mesmo nos orelhões.

Uma parte da praça Tenreiro Aranha é vigiada 24 horas por três câmeras de segurança. A princípio, elas chamam a atenção por estarem instaladas em lugares improváveis, como em um orelhão, na lona de uma barraca e em uma árvore.

Vendedores contam que elas foram providenciadas por um deles, identificado como “Francisco”. “É proibido?”, pergunta ele ao ser questionado sobre a utilidade das câmeras. Francisco não quis comentar sobre os aparelhos e evitou dar entrevista, entretanto, vendedores que têm a barraca monitorada pelas câmeras afirmam que elas inibem a ação de bandidos.

“Aqui ficou bem menos perigoso depois que ele (Francisco) instalou essas câmeras”, revelou a comerciante Lourdes Silva, 59. Ela possui uma câmera do tipo “olho” instalada na frente do lanche onde trabalha.

Outra comerciante, Raimunda*(nome fictício), relatou que muitos ladrões confudem a procedência das câmeras. “Eles acham que são do Ciops (Centro Integrado de Operações de Segurança) e ficam com medo”, disse ela.

Vigia noturno

A vendedora ambulante Guadalupe Souza, 43, conta que os furtos aos camelôs na rua Guilherme Moreira se tornaram insuportáveis após a evacuação de boa parte dos camelôs do Centro da cidade.

“À noite, isso aqui fica tomado por moradores de rua. Eles dormem em frente às lojas e de vez em quando roubam as coisas para vender”, conta ela.

Cansados da falta de policiamento, os próprios camelôs decidiram unir forças e contrataram um vigilante para resguardar as barracas.

“Nós pagamos R$ 20 por semana. Instalar uma câmera é caro, quem faz isso são os lojistas, mas até eles têm prejuízo porque, de um dia pro outro, elas somem. Enquanto não decidem pra onde nós vamos, ficamos à mercê do descaso e dos bandidos”, reclamou. 

Policiamento

Em um poste a poucos metros do local, uma câmera do Ciops está instalada e, segundo comerciantes, está funcionando. Entretanto, muitos reclamam que a maioria dos roubos não são elucidados. O policiamento na área é feito pelo 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP).



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