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Trabalhadores terceirizados da saúde fazem protesto em frente ao Hospital 28 de Agosto

Carregando cartazes, os manifestantes bloquearam duas faixas da avenida Mário Ypiranga exigindo pagamento de salários atrasados há três meses  30/07/2015 às 11:44
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Manifestação causou congestionamento de veículos na av. Mário Ypiranga, em frente ao Hospital 28 de Agosto
Oswaldo Neto e Vinicius Leal Manaus

Trabalhadores de empresas privadas de saúde realizaram uma manifestação em frente ao Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, na avenida Mário Ypiranga, bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul de Manaus, na manhã desta quinta-feira (30). Carregando cartazes, os manifestantes interditaram a avenida, causando congestionamento de veículos.

O grupo de manifestantes cobra o pagamento de salários atrasados há 3 meses. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Saúde Privada (Sindpriv), cerca de 1.500 trabalhadores foram prejudicados com o atraso nos pagamentos.

Segundo o presidente do Sindpriv, Fredson Dantas, as áreas mais afetadas são radiologia, serviços gerais e enfermagem. Ele afirma que as empresas privadas aguardam repasse de R$ 3,5 milhões da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) para pagar os funcionários e caso o problema não seja resolvido, os trabalhadores podem entrar em greve.

“Está insustentável essa situação, pois os trabalhadores estão indo para o terceiro mês sem receber. Por isso estamos fazendo essa manifestação. Queremos chamar a atenção das autoridades para que essa situação seja resolvida. As pessoas não faltam o trabalho porque temos compromisso com a saúde”, disse Fredson.

Resposta

A Secretaria de Estado de Fazenda informou que já foi autorizado o repasse de dinheiro para a empresa Silvio Correia Tapajós Serviços Hospitalares, ontem (29), porém a empresa está irregular com o órgão. Segundo a Sefaz, mesmo com o repasse autorizado, a transferência do dinheiro só será efetuada após a regularização da empresa.

A Secretaria de Estado de Saúde (Susam) informou que a empresa, terceirizada, teve os repasses mensais do valor do contrato suspensos pela Susam, porque encontra-se em situação de irregularidade com relação à apresentação de certidões de negativas de débitos.

"A empresa conseguiu na Justiça liminar a seu favor, para que o pagamento fosse feito sem a apresentação das certidões, mas a Sefaz ficou impedida de fazê-lo, porque a empresa alterou a sua razão social. A Susam orientou a empresa a resolver essa pendência junto à Sefaz, o que só foi feito na quarta-feira passada, dia 22 de julho", informou a secretaria. 

Ainda de acordo com a Susam, os pagamentos começaram a ser feitos desde sexta-feira. Além do Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, a empresa tem contrato com as seguintes unidades: Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, Pronto-Socorro Platão Araújo, Fundação de Medicina Tropical, Fundação Cecon e Policlínica Gilberto Mestrinho.  

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