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Traficantes pagavam R$ 1,5 mil a R$ 2 mil de aluguel para produzir drogas em condomínio no Tarumã

De acordo com os PMs, uma parte das drogas pertence à facção criminosa Família do Norte (FDN) e outra pertence à facção rival Primeiro Comando da Capital (PCC). A droga abastecia pontos de venda nos bairros Coroado, Ouro Verde e Novo Aleixo 12/09/2014 às 09:56
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Drogas apreendidas em condomínio de área nobre de Manaus
Lucas Jardim Manaus (AM)

Policiais da Ronda Ostensiva Cândido Marian (Rocam) estouraram dois laboratórios de drogas instalados há pelo menos um ano no condomínio Bosque Residencial Portinari, localizado na avenida do Turismo, bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus, na noite desta quinta-feira (11). Foram apreendidos 15 quilos de drogas, sendo a maioria oxi e outra parte cocaína e maconha, além de um revólver, balanças, material para refino e uma prensa hidráulica. A quantidade de drogas pertencia a traficantes de duas facções criminosas rivais, que alugam casas neste condomínio para disfarçar a produção dos entorpecentes para comercialização final.

Material para refino e embalo de drogas, encontrados nas casas alugadas por traficantes no condomínio do Tarumã

Robson Neves dos Santos, 28, conhecido como "Negão", que segundo a PM pertence à facção Família do Norte (FDN), foi o primeiro a ser capturado, e então resolveu delatar o laboratório de drogas da facção rival. Ele disse que cuidava do laboratório há um ano. Também foi preso Docimar Martins de Oliveira, 32, que trabalhava para o Primeiro Comando da Capital (PCC) no mesmo condomínio, há sete meses. Nenhum dos dois tem passagem pela polícia.

As quadrilhas pagavam entre R$ 1.500 a R$ 2.000 de aluguel por mês para realizarem os "trabalhos" no local, considerado afastado e pouco suspeito.

Robson (de camisa preta) e Docimar foram levados ao 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), na Compensa, zona Oeste. A polícia segue investigando outros locais de armazenagem de droga em localidades da Zona Leste da capital.

Operação

A operação foi realizada pela Rocam em parceria com a Força Tarefa. Ela foi motivada por denúncias anônimas que davam conta da existência de um laboratório de drogas no condomínio Bosque Residencial Portinari. Indo ao local no início desta noite, os policiais constataram a veracidade da denúncia e encontraram um laboratório de droga, operado por Robson, que entregou outro laboratório, de Docimar.

Quando chegaram, a droga tinha sido manipulada e estava secando em quartos refrigerados. "Os locais eram só para essa guarda de entorpecentes, só tinham uma cama, uma geladeira e um sofá", disse o tenente da Polícia Militar Aldivan Rodrigues.

A procedência do material entorpecente ainda não foi identificada, mas foi informado que os laboratórios trabalhavam no refino da droga, bem como em sua prensa. Eles também cuidavam da distribuição, separando a droga em trouxinhas e deslocando-a para pontos de venda nos bairros Coroado, Ouro Verde e Novo Aleixo. Os suspeitos faziam esse deslocamento em veículos, que foram apreendidos nas garagens dos respectivos laboratórios: Robson utilizava um Fox para repassar a droga e Docimar dirigia um Fiat Strada para tal.

Segundo Aldivan, apesar de os imóveis estavam alugados no nome de Robson e Docimar, ele crê que o trabalho nos laboratórios é fruto de uma articulação maior que vai poder ser desmantelada com a prisão dos suspeitos. Eles responderão por tráfico de drogas e associação para o tráfico e serão encaminhados à Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, onde ficarão à disposição da Justiça.

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