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Tráfico pulverizado em Manaus dificulta ação da polícia

Mostra disso é o grande número de “trouxinhas” apreendidas enquanto os atacadistas são até desconhecidos da Polícia 09/11/2013 às 19:28
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Delegado geral da Polícia Civil, Josué Rocha, diz que os pequenos não denunciam os grandes traficantes de droga
JOANA QUEIROZ Manaus (AM)

De trouxinha em trouxinha as polícias Civil e Militar apreenderam nesse ano mais de 1,5 tonelada de pasta base, cloridrato de cocaína e maconha, o que mostra para o superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Sérgio Fontes, que Manaus está pulverizada pelo tráfico de drogas. Por conta delas, as cadeias da capital lotaram de “aviões” ou “corres”, como são chamadas as pessoas que comercializam a droga no varejo, porém os grandes traficantes, responsáveis pelo abastecimento das bocas de fumo, a polícia não consegue prendê-los. Para ela, muitos deles ainda são desconhecidos.

Para Sérgio Fontes, Manaus hoje é abastecida por um grupo de pelo menos 20 grandes traficantes, cujo os nomes não aparecem, porém muitos estão sendo investigados.

O delegado geral da Polícia Civil, Josué Rocha, disse, que apesar da polícia ter uma política de repressão com operações policiais e investigação para identificar e prender os chamados “grandes traficantes”, é muito difícil colocá-los na cadeia porque nunca pegam na droga, são discretos e nunca são denunciados.

“Quando prendemos um avião’ ou um “boqueiro” ele nunca fala quem forneceu a droga ou para quem trabalha”, disse Rocha, acrescentando que a polícia trabalha com investigação direcionada e com a inteligência e mesmo assim é muito difícil prendê-los. A presa fácil são mesmos os aviões e os boqueiros.

Segundo Josué Rocha, a maioria dos presos começou como usuário. Quando não tinham mais dinheiro para manter o vício passou a vender. Isso ocorre quando ela contrai dívida com o fornecedor da droga, não paga com dinheiro e paga com a própria vida.

Ainda segundo o delegado geral, o tráfico está acontecendo em toda cidade. Ele atribui o envolvimento cada vez maior de pessoas com o tráfico a alguns fatores, sendo o principal deles a possibilidade de ganhar dinheiro fácil, além do desemprego, a situação de miséria que muitos vivem e a desintegração das famílias. “É necessária uma política de prevenção com a participação de todos os segmentos da sociedade para tentar reprimir a ação de traficantes”, disse o delegado.

Leia mais na versão impressa do jornal A Crítica deste domingo (10)

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