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Transporte alternativo de passageiros da Zona Leste segue sem fiscalização em Manaus

Relatos vão desde as precárias condições dos veículos até os riscos causados pela disputa entre alternativos e executivos 30/10/2014 às 08:32
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Os motociclistas não dispensam cliente nem com um aparelho de ar nas costas
Jéssica Vasconcelos Manaus-AM

O drama enfrentado diariamente por quem utiliza o transporte público coletivo não é novidade. A demora nas paradas, condições precárias dos veículos e a imprudência dos condutores são apenas alguns dos problemas de quem não possui condução própria.

A péssima condição do transporte coletivo acaba obrigando a população a recorrer a outros tipos de transporte como Alternativos, Executivos e Kombi Lotação para conseguir cumprir os compromissos do dia. A estudante Mara Elis de Pinho, 25, conta que espera em média 30 minutos na parada de ônibus da avenida Autaz Mirim para conseguir chegar no curso no Centro e algumas vezes a demora é muito maior. “Quando está engarrafado ou o ônibus atrasa mesmo, a única solução é apelar para os mototaxistas ou então chego atrasada”, explicou Maria Elis.

De acordo com Maria Elis, essa demora não é exclusividade de quem mora na Zona Leste, pois ela trabalha em um restaurante na Zona Norte e lá a situação também não é fácil.

Além da demora que a população acostumou e convive todos os dias, a imprudência dos condutores chama atenção. Na Zona Leste, basta alguns minutos nas principais ruas para se flagrar manobras perigosas que colocam em risco a vida de quem utiliza o transporte. Mototaxistas levando pessoas com objetos como aparelhos de ar condicionado, ônibus Alternativo ultrapassando outros veículos sem dar sinal, são só algumas das cenas vistas a todo momento.

Cenas

Com a licitação do transporte Executivo e Alternativo suspensa desde o último mês de abril, por medida cautelar expedida pelo Tribunal de Contas do Amazonas (TCE/AM), a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), aguarda decisão para dar continuidade ao processo. Enquanto a situação não é resolvida, a sensação de quem depende desse e de outros tipos de transporte é de que não há nenhuma fiscalização.

Mesma situação dos mototaxistas, que parece estar longe do fim, pois de acordo com a estimativa da União Estadual dos Mototaxistas, seis mil deles circulam pela cidade, e desses apenas 1.679 atenderam os requisitos do edital, restando ainda 4.321 mil na ativa, porém irregulares. Além disso, para as 3.303 mil vagas disponibilizadas, 1.624 mil não foram preenchidas por falta de atendimento às normas definidas pela prefeitura.

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