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Transporte coletivo: Executivos podem reduzir frota e aumentar tarifa para R$ 5

Dos 248 carros que estão circulando nesta segunda-feira (11), 163 têm que parar de rodar se for aprovada e aplicada a alteração proposta pelo ex-vereador Wilton Lira 11/03/2013 às 09:11
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Com a redução no percentual da frota de executivos, o número de microônibus circulando em Manaus deve cair para 85
Nelson Brilhante ---

A semana promete ser bastante agitada para usuários, trabalhadores e empresários do transporte coletivo de Manaus. Além do reajuste da tarifa do sistema convencional e, por tabela, a dos executivos, a presidente da Federação das Cooperativas de Transporte do Amazonas (Fecootram), Valderiza Melo, que administra os ônibus executivos, vai se encontrar com o prefeito Artur Neto (PSDB), na tentativa de impedir a redução da frota de veículos, proposta pelo ex-vereador Wilton Lira (PDT).

Dos 248 carros que estão circulando nesta segunda-feira (11), 163 têm que parar de rodar se for aprovada e aplicada a alteração proposta pelo vereador, promulgada na terça-feira pela Câmara Municipal de Manaus (CMM). Conforme a redação do projeto de lei, o porcentual final da frota, porém, será fixado a critério do Executivo Municipal. “Deixar somente 85 executivos rodando será péssimo tanto para a população quanto para os donos de veículos. A maioria dos carros é financiada e, se ficar parada, será tomada pelos bancos”, protestou Valderiza.

Em 2011, Wilton Lira ingressou com projeto pedindo a alteração do parágrafo 3º do artigo 1º da Lei Municipal 1361/2009, reduzindo de 10% para 5% o percentual de veículos do transporte executivo especial em cima da frota convencional total. Nestes últimos dois anos, o projeto vem causando muita polêmica e discussão entre os vereadores.

Planilha

Na quinta-feira, o prefeito Artur Neto determinou que a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) comece a fazer os cálculos que vão embasar o reajuste da passagem de ônibus em Manaus. É possível que, ainda esta semana, seja anunciado o novo preço.

Pelo que determina a lei municipal 1.361, que regulamenta o transporte executivo, a tarifa dos alternativos é reajustada ao mesmo tempo que a dos convencionais. O diferencial é que o aumento é de, no mínimo, 50% do valor da tarifa convencional.

A presidente da Fecootram acredita que a passagem, que hoje é cobrada a R$ 4,20 passará para R$ 5. “Quero deixar bem claro que não somos nós que aumentamos a tarifa. Por nós, o preço não passaria de R$ 4, mas infelizmente esse aumento é vinculado. Vou pedir ao prefeito que mantenha a tarifa e o porcentual de 10% sobre o quantitativo de veículos. Queremos saber os verdadeiros motivos dessas mudanças”, questionou.

O superintendente da SMTU foi procurado pela reportagem, mas não foi localizado, neste domingo (10).

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