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Manaus
BRUTALIDADE

Travesti presa em Manaus é acusada de ter participado de execução de rival em Brasília

Carolina Andrade é acusada de participar do assassinato a golpes de facão da travesti Ágatha. Ela e mais três são procuradas pela Justiça 18/07/2017 às 00:23 - Atualizado em 18/07/2017 às 09:41
Show travesti
Daniel Ferreira Gonçalves (Carolina Andrade) é acusada de ter participado do assassinato da travesti Ágatha. Foto: Jander Robson
Rafael Seixas e Fábio Oliveira Manaus (AM)

Uma das travestis presas em flagrante na tarde desta segunda-feira (17), em Manaus, após roubar e ameaçar com um canivete um cliente, é acusada de ter participado da execução a golpes de facão de uma travesti identificada como Ágatha no dia 26 de janeiro deste ano, em Brasília. A informação foi confirmada pelo delegado Jone Clay, titular do 18° Distrito Integrado de Polícia (DIP), onde o caso de Manaus está sendo investigado.

De acordo com o delegado, o nome de nascimento de Carolina Andrade não é Samuel Ferreira Gonçalves, 23, como divulgado anteriormente, mas sim Daniel Ferreira Gonçalves. O delegado não descarta a possibilidade da outra travesti envolvida no caso de Manaus ter participado do crime de Brasília. Até então, ela foi identificada pelo nome de nascimento Luan das Graças Pinto, 18.


Carolina e a outra travesti com nome de nascimento Luan

Uma coletiva de imprensa está sendo marcada para esta terça-feira (18) para que o delegado possa divulgar mais informações e quais procedimentos serão adotados. Carolina é considerada foragida da Justiça.

Entenda o caso de Brasília

Registrada como Wilson Julio Suzuki Júnior, 23, Ágatha foi executada a golpes de facão dentro de uma central de distribuição dos Correios, próximo ao local onde ela costumava fazer ponto no Setor de Indústrias de Taguatinga Sul, em Brasília.


Algumas travestis tinham inveja da beleza de Ágatha

A execução dela foi filmada pelas câmeras de segurança do local. Segundo informações de portais e jornais de Brasília, testemunhas relataram que o assassinato foi motivado por inveja, vingança e disputa por ponto de prostituição. A Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual, ou Contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin) é quem investiga o caso.

Os policiais da unidade conseguiram identificar as quatro travestis que invadiram os Correios e esfaquearam a vítima até a morte. Todas tiveram mandados de prisão expedidos pela Justiça e são consideradas foragidas. Além de Carolina, Samira (Francisco Delton Lopes Castro), Lohanny Castro (Dayvison Pinto Castro) e Bruna Alencar (Greyson Laudelino Pessoa) são acusadas de armar uma emboscada e matar a vítima.

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