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Três meses após denúncia, lixo ainda é descartado irregularmente em áreas verdes de Manaus

Resíduos provenientes da indústria e da construção civil são despejados diariamente em áreas verdes no Distrito Industrial 2 e Puraquequara, na Zona Leste 12/06/2015 às 10:26
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Móveis, peças eletrônicas e resíduos de construção: tudo é descartado sem a menor preocupação com o meio ambiente
Náferson Cruz Manaus

Há três meses, A CRÍTICA mostrou que áreas no Distrito Industrial 2 e no bairro Puraquequara, ambos na Zona Leste, estão sendo utilizada irregularmente para o descarte de lixo doméstico e industrial. Ontem, a reportagem retornou em algumas dessas áreas e constatou que apesar da atuação de órgãos responsáveis por coibir a prática ilegal, o descarte continua.

Os “lixões clandestinos” situados em áreas verdes próximas as empresas, continuam sendo alimentados. Em um desse pontos, o acesso pode ser feito pela rua Gisele, no bairro Distrito Industrial 2 (atrás da empresa Samsung) e também pela avenida Cosme Ferreira, ao lado da empresa Beira Alta, no sentido Centro-bairro, ambos localizados na Zona Leste.

Segundo moradores das proximidades dessa área, todos os dias, caminhões com lixo proveniente das indústrias entram nos ramais para o despejo de placas eletrônicas, peças de televisores, vidros, pneus e resíduos de construção.

Em nota, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) informou que realiza o monitoramento das lixeiras viciadas por imagens de satélite e por ações de fiscalização nas áreas do Distrito Industrial 1 e 2 e Puraquequara, que são áreas da competência do Ipaam, inclusive já tendo aplicado penalidades, conforme noticiado pelo A CRÍTICA.

A Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp) informou, por meio de nota, que tem recebido diversas denúncias sobre lixeiras clandestinas. Os casos, segundo a nota, são repassadas aos fiscais, técnicos e ao próprio secretário, que verifica pessoalmente cada denúncia.

Sobre a localização da lixeira denunciada, a secretaria informou que a área não é de trânsito normal de atuação da secretaria, mas também será vasculhada com rigor. À época da denúncia, a assessoria da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) informou que a área citada na reportagem está fora do perímetro do Distrito Industrial 1 e 2.

Empresários lucram

Conforme a denúncia feita em março deste ano, os pontos (lixeiras) pertencem a empresários que lucram com o recebimento de entulho de diversas partes da cidade comprometendo o meio ambiente.

Lixeiras ocupam canteiros

Alguns dos principais canteiros centrais da cidade foram transformados em verdadeiras lixeiras. O espaço deve abrigar apenas árvores e servir ao deslocamento de pedestres, mas diariamente é tomado por lixo deixado por moradores, e principalmente, comerciantes.

O problema ocorre há anos, em locais que parecem não ter solução, como na rua Antônio Passos de Miranda, no bairro Petrópolis, na Zona Sul. Lá, os pedestres são os principais prejudicados. Eles dividem espaço com os veículos porque alguns trechos das calçadas foram apropriadas indevidamente para despejar lixo. A reportagem identificou ao menos 10 pontos de lixeiras viciadas.

Lixeiras nas Zonas

Das 365 áreas consideradas lixeiras viciadas, 124 estão na Zona Norte, 82 na Leste, 23 na Zona sul, e 131 na Zona Oeste. Entre elas também são considerados os aterros de resíduos industriais denunciados à Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal.

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