Terça-feira, 18 de Junho de 2019
CRIME AMBIENTAL

Em um mês, secretaria identifica três novos focos de invasões em Manaus

O mais recente foi identificado em uma área de preservação permanente e de propriedade federal no bairro Japiim



invas_es_tr_s_agora_0ED50680-D554-4008-B04A-A5BCA88F2474.JPG Vegetação é suprimida durante a noite no Campo Dourado (Foto: Euzivaldo Queiroz)
27/03/2019 às 20:34

Somente neste mês, três novos focos de invasões foram identificados pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) juntamente com Grupo Integrado de Prevenção às Invasões em Áreas Públicas do Estado (Gipiap), em Manaus. O mais recente foi identificado em uma área de preservação permanente (APP) e de propriedade federal, no conjunto Atílio Andreazza, no bairro Japiim,  na Zona Sul.

No local, um grupo de 20 pessoas ocupava e demarcava os lotes com estacas. A retirada do material foi feita na última segunda-feira,  com a presença de policiais do Batalhão Ambiental da Polícia Militar que evacuaram os invasores. “A movimentação começou de repente. Eles estavam fazendo a limpeza e cortando  de árvores,  para estender  lonas. Já tinham até cadeiras para demarcar os espaços. Essa área é federal, o problema é que essas pessoas não entendem que ocupar dessa forma nunca vai dar certo”, afirmou uma moradora que pediu para não ser identificada.

Outro foco descoberto recentemente foi em  uma área verde no conjunto Campo Dourado, no bairro  Cidade Nova, na Zona Norte. Na área, a Semmas e Gipiap  detectaram o desmatamento significativo do terreno. No entanto, segundo os moradores, os invasores  só entram durante a noite, pois durante o dia uma viatura da Polícia Militar fica de prontidão no local. “Por volta das 18h, eles (os invasores)  voltam e começam a destruir tudo. Inclusive eles soltam fogos de artifício. Ficamos com medo”, denunciou outro morador. A área pertence à Superintendência Estadual de Habitação (Suhab).

Obra embargada

Um princípio de invasão também foi identificado às margens da avenida das Flores. O trecho invadido estava sendo preparado para a construção de um muro entre uma  área verde, área institucional e área de preservação permanente do conjunto Ribeiro Júnior, na Zona Norte. A obra foi embargada pelos fiscais do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb).

Segundo a Semmas, o monitoramento das áreas está sendo feita juntamente com os órgãos que compõem o Gipiap e ressaltou que os moradores também têm o papel fundamental para comunicar qualquer movimentação de invasores aos órgãos.

Apenas neste mês, o Gipiap realizou 21 vistorias técnicas, entre elas, seis  ações de desmobilização administrativa (Retirada do que estava construído). A maioria desses casos é invasão de área pública

Siderama

Outro ponto que está sendo alvo de invasores é o terreno da antiga Companhia Siderúrgica do Amazonas (Siderama), no Distrito Industrial de Manaus. Segundo denunciantes, os ocupantes primeiro invadiram uma área  que fica na estrada que dá acesso ao Ceasa e, posteriomente, começaram a entrar pela estrada que dá acessos aos galpões da antiga empresa.

Moradores aguardam reintegração

Pelo menos oito construções de alvenaria irregulares localizado entre as ruas C e D do conjunto Renato Souza Pinto 2, no bairro Cidade Nova, na Zona Norte, geram incômodo aos das proximidades.  A área foi invadida há quatro anos. O local é uma área de proteção ambiental  e desde dezembro passado aguarda decisão judicial para ocorrer reintegração de posse, após pedidos formalizados pela Semmas e Suhab.  “Todos os órgãos sabem e até o momento não fizeram absolutamente nada”, afirmou um morador que preferiu não se identificar.

Em dezembro de 2018, a equipe de fiscalização ambiental da Prefeitura de Manaus, juntamente com os órgãos que compõem Gipiap, realizou uma inspeção de monitoramento em um trecho de área verde.

Ordem judicial

Segundo o Gipiap, foram encaminhados relatórios aos órgãos jurídicos solicitando os procedimentos de reintegração de posse, mas até o momento, a situação aguarda a ordem judicial para realizar a reintegração. O processo está no tramitando  Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). “Essa invasão já tem problema demais. Não tem condições”, disse um morador.


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