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Manaus
PROCESSO MAIS ANTIGO

Treze anos depois de assassinar irmã a tiros, ex-delegada vai ser réu em julgamento

Crime aconteceu em abril de 2003 e é um dos processos mais antigos da 2ª Vara do Tribunal. Julgamento está previsto para o dia 17 de outubro. Ex-delegada é acusada de matar com um tiro na testa a irmã 21/07/2016 às 14:26
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O julgamento da ex-delegada Magna Crisne será presidido pelo juiz Anésio Pinheiro (Foto: Arquivo/AC)
Joana Queiroz Manaus (AM)

Treze anos depois de ter assassinado a irmã Millen Nadir Ferreira Santos com um tiro na testa, disparado à queima-roupa, a ex-delegada da polícia Civil, Magna Crisne Ferreira Freitas, na época do crime com 27 anos de idade, vai sentar no banco dos réus. O julgamento está na segunda pauta de julgamento da 2ª Vara do Tribunal do Júri, marcado para acontecer no dia 17 de outubro deste ano.

O processo é um dos mais antigos da 2ª Vara e o julgamento dele faz parte do plano de metas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O julgamento será presidido pelo juiz Anésio Pinheiro e na acusação irá atuar o promotor de Justiça, Ednaldo Medeiros. A defesa da acusada será constituída por três advogados.

De acordo com a denúncia apresentada pelo procurador de Justiça, Francisco Cruz, o crime aconteceu no dia 25 de abril, 2003, por volta das 9h, em frente à casa da tia da vítima e da ré, no conjunto Duque de Caxias, bairro de Flores, Zona Centro-Sul da capital.

À época, Magna Crisne usou a arma da polícia para matar a irmã. No dia do crime ela fora à casa da tia levar alguns pertences para a sua mãe que estava hospedada lá, e a vítima foi ao seu encontro. Magna disse em seu depoimento que a irmã passou a agredi-la com palavras, o que a motivou a sacar a arma que tinha na cintura e atirar na testa de Millen Nadir.

Depois de ter atirado, entrou no carro saiu friamente e foi apresentar-se no 12º Distrito Integrado de Polícia (DIP), avenida professor Nilton Lins, bairro de Flores. Outras testemunhas contam que Magna estava com uma caixa nas mãos quando a irmã veio, segurou-lhe pelo braço e a fez virar para ela, a ex-delegada sacou a arma e atirou na irmã.

De acordo com testemunhas, Magna Crisne em nenhum momento esboçou desespero ao ver a sua irmã caída no chão ensanguentada, mas que entrou no carro e saiu sem prestar socorro à vítima. A ré foi denunciada pelo crime de homicídio qualificado, de acordo com a denúncia pelo fato da vítima ter sido morta sem motivo aparente. Também as duas eram irmãs e de acordo com testemunhas, a vítima não discutiu com a ré.

Durante a instrução processual, a defesa de Magna Crisne usou de vários recursos para impedir que ela fosse levada a Júri por ter matado a irmã. Um deles foi um atestado médico afirmando que a ré era inimputável, ou seja, tinha problemas mentais.

Ela chegou a ir morar no exterior, onde casou, separou-se e voltou para o Brasil. Para o Ministério Público, Magna é capaz e deverá ser levada a júri para ser julgada pelo crime que cometeu.

Ex-delegada era titular de DIP

Na época do crime a ex-delegada era titular de um Distrito Integrado de Polícia (DIP) e namorava de um oficial da Polícia Militar. Ela foi exonerada dos quadros da Polícia Civil depois de ter assassinado a irmã e não ter prestado socorro.

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