Sábado, 30 de Maio de 2020
LEILÃO

Tropical Hotel está disponível novamente para arremate; comprador não pagou

Empresário que venceu o leilão em fevereiro, com oferta de R$ 260 milhões, não pagou o valor e agora o segundo proponente poderá assumir o prédio



1535002_708B510B-9F94-46EA-B5E6-33DD62DF41C8.jpg Visão panorâmica da área externa do hotel (Márcio SIlva/Arquivo A Crítica)
03/03/2020 às 18:03

O Tropical Hotel Manaus está mais uma vez disponível para arremate. Em despacho divulgado na tarde desta terça-feira (03), o juiz Paulo Assed Estefan, do cartório da 4ª Vara Empresarial, do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, assina o processo eletrônico que desqualifica o vencedor do leilão do Hotel Tropical e abre chance para a segunda maior oferta.

O tradicional imóvel foi arrematado pelo valor de R$ 260 milhões durante leilão realizado pelo Sindicato dos Leiloeiros do Rio de Janeiro, na tarde do dia 11 de fevereiro deste ano, na capital carioca.  O complexo localizado no bairro Ponta Negra, na Zona Oeste de Manaus, foi adquirido por um empresário Otacilio Soares de Lima.



Nesse panorama, concedido à empresa paraense Geretepaua Engenharia Ltda, que deverá pagar R$ 255 milhões pelo imóvel. Este é o segundo arrematante a não cumprir com acordo de venda do imóvel.

“A gente tem interesse, mas não podemos passar nenhuma informação concreta sobre o assunto”, disse o sócio, administrador e dono da Geretepaua Empreendimentos, Pablo Vinicius Rangel Canto. O empresário se limitou apenas a informar que está vendo a viabilidade para finalizar o negócio.

De acordo o documento do tribunal carioca, a desqualificação do vencedor do leilão, o empresário chamado Otacilio Soares de Lima, se deu por inadimplemento (não pagamento) por parte do proponente que ofereceu o maior lance, no valor de R$ 260 milhões. Como previsto no edital e consta do próprio auto de arrematação, isso desqualifica o vencedor e abre chance para a segunda maior oferta.

O empresário que arrematou o prédio tinha o prazo de 20 dias corridos para depositar o valor, até a data limite de 02/03/2020, e pagar as custas cartoriais de 1% até o máximo permitido por lei.

Trabalhadores permanecem sem indenização

O presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio Hoteleiro (SindHotel/AM), Gerson Almeida, lamentou a inadimplência da primeira arrematante. “Infelizmente, mais uma vez a empresa arrematante do último leilão referente à venda do Tropical Hotel Manaus não cumpre com o pagamento”.

O presidente do SindHotel afirmou que espera que a  empresa que apresentou a segunda maior oferta, tenha realmente interesse em fechar o negócio definitivamente. “Essa situação traz mais angústia para os trabalhadores que estão a espera de receber suas verbas indenizatórias”.

De acordo com o auto de arrematação, o Tropical Hotel recebeu três lances. O primeiro da empresa Nyata Serviços Financeiros Ltda, de Manaus, no valor de R$ 135 milhões; o segundo da empresa Geretepaua Engenheira Ltda, de Belém, no valor de R$ 255 milhões; e o último foi de R$ 260 milhões do empresário que reside em São Paulo.

Fechado desde maio de 2019, o hotel suspendeu as atividades comerciais após a Amazonas Energia cortar o fornecimento do local devido a uma dívida estimada em R$ 8 milhões. À época, segundo a concessionária, por mais de 20 anos ocorreram tentativas de negociações com a diretoria do empreendimento para o pagamento da dívida.

Primeiro leilão

Em 16 de dezembro de 2019, a empresa amazonense ‘Nyata - Soluções em Pagamentos’ deu o lance de R$ 120 milhões, mas não depositou os R$ 6 milhões, correspondente à caução (garantia legal) de 5%, do valor total estimado do hotel, avaliado em R$ 182,1 milhões, em tempo hábil. Por isso, o Tropical Hotel foi a leilão novamente no dia 11 de fevereiro. Com o descumprimento do item do edital, o juiz não homologou a venda.

À época, a assessoria de imprensa da Nyata informou à reportagem que a empresa estava disposta a dar como lance a quantia de R$ 120 milhões no leilão do dia 11 de fevereiro. “No primeiro leilão, dois interessados (duas empresas) estavam presentes e ambos não fizeram o depósito conforme o previsto no leilão. O juiz preferiu não homologar e avaliou ser mais justo reabrir o leilão e refazê-lo. Isso não foi novidade para nós, até esperávamos e estamos bem tranquilos em relação à decisão proferida”, disse a nota.

Repórter de A Crítica

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