Publicidade
Manaus
APÓS PARALISAÇÃO

TRT determina bloqueio de R$ 600 mil nas contas do Sindicato dos Rodoviários

Na decisão, o tribunal também decidiu que seja tomada junto à PF e ao MPF “providências criminais cabíveis” sobre os diretores da entidade 27/06/2017 às 11:42 - Atualizado em 27/06/2017 às 14:18
Show 6.995.954.
Trabalhadores rodoviários realizaram na manhã de ontem uma paralisação de 100% da frota (Foto: Winnetou Almeida)
Amanda Guimarães Manaus (AM)

O Tribunal Regional do Trabalho 11ª Região (TRT) determinou na manhã desta terça-feira (27), o bloqueio de R$ 600 mil nas contas do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviários e Urbano Coletivo de Manaus por seis horas de paralisação.Ontem a categoria realizou greve de 100% da frota, afetando cerca de 400 mil pessoas.

Na decisão de hoje, além de estipular o valor da multa, o TRT também ordenou que seja tomada junto a Polícia Federal e ao Ministério Público Federal providências criminais cabíveis em face dos diretores do sindicato, considerado o descumprimento da decisão judicial como “desobediência”.

Caso o sindicato volte a realizar paralisações, a desembargadora Eleonora Saunier Gonçalves, determina que seja majorado o valor de R$ 100 para R$ 200 mil por cada hora de paralisação. O tribunal também solicita que o presidente do sindicato, Givancir Oliveira, seja intimado sobre o caso.

Na noite desse domingo (25), o TRT já tinha acatado o pedido feito pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) e determinou que os membros do Sindicato se abstivessem de realizar qualquer movimento grevista, sob multa de até R$ 100 mil. Mesmo assim, a categoria descumpriu a ordem e realizou a paralisação de quase setes horas na manhã de ontem.

A reportagem tenta entrar em contato com o presidente do sindicato dos rodoviários, Givancir Oliveira, mas até o momento as ligações não foram atendidas. 

Sem ônibus

A paralisação de trabalhadores rodoviários da cidade de Manaus começou por volta das 4h dessa segunda-feira (26). Durante o ato irregular, o presidente Givancir Oliveira chegou a afirmar que a categoria só retornaria para os postos de trabalho quando a Prefeitura de Manaus apresentassem propostas.

Por volta das 10h, a Defensoria Pública do Estado do Amazonas e o Procon-AM entraram com um ação na justiça solicitando a prisão de toda a diretoria do sindicato. Depois de quarenta minutos, os ônibus voltaram a circular na cidade após uma confirmação de reunião entre a categoria e o prefeito de Manaus, Artur Virgílio Neto.

Após uma reunião na Prefeitura de Manaus na tarde de ondem, o sindicato e o Sinetram acordaram que toda a questão, que envolve principalmente o pagamento do dissídio coletivo da categoria, será determinado pela Justiça do Trabalho.

Publicidade
Publicidade