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UBS: Transtorno na saúde básica

No bairro Jorge Teixeira, unidade está em obra há três anos; no Armando Mendes, prédio não dá acesso a deficiente físico 20/08/2013 às 12:37
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Na UBS do Armando Mendes, há desafio até para entrar com carrinho de bebê Unidade do Jorge Teixeira deve ficar pronta em dezembro, segundo a Semsa
Mariana Lima ---

“Se eu ficar muito doente eu vou cair morta a rua. Porque o lugar que deveria nos atender está aí há quase quatro anos em obras e sem sinal de que vai ser entregue. Eu não tenho condições de ficar me deslocando para outros lugares”. A declaração é da comerciante Lóia Lima, uma das moradoras do bairro Jorge Teixeira onde está sendo construída a Unidade Básica de Saúde (UBS) Gebes Medeiros.

As obras na unidade de saúde começaram em 2010 e custou R$ 3,7 milhões aos cofres públicos, mas nunca foi entregue. Segundo os moradores ouvidos por A CRÍTICA, as obras permaneceram durante esses três anos, mas a passos de tartaruga.

“Às vezes, vêm dois ou três pedreiros aí na obra. Fazem uma ou outra coisa e vão para casa. Só tem grande movimentação quando aparece algum político de oposição para parecer que eles estão trabalhando”, disse Lóia.

Quem necessita de atendimento médico precisa se deslocar para o Hospital Platão Araújo e enfrentar a fila. A família da dona de casa Lúcia de Brito é uma das que precisa se deslocar frequentemente para outras unidades.

“Eu tenho um neto de 11 anos que precisa de atendimento constantemente porque faz tratamento médico. Por conta disso, a mãe dele precisa passar horas em Casinhas da Saúde ou no Platão Araújo para receber atendimento. É horrível, porque ele poderia ter tudo isso aqui pertinho de casa”, disse Lúcia.

Na Rua I, no Armando Mendes, zona Leste de Manaus os usuários do sistema básico de saúde sofrem com outro problema. A UBS Dr. Geraldo Mandela está com a fachada deteriorada e sem condições de receber deficientes físicos.

Na entrada da UBS, há apenas escadas onde mães com crianças recém nascidas e deficientes físicos têm dificuldades de acesso. A precariedade do local é constatada há pelo menos um ano pelos moradores vizinhos da unidade.

“Para conseguir atendimento aqui é preciso vir às 4h, enfrentar fila, para agendar um atendimento para outro mês. Além de ser um descaso do governo, é uma falta de educação com a população que precisa do serviço”, disse Lucas Patrício, após ter amanhecido em frente à unidade para agendar o atendimento médico da esposa.

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