Segunda-feira, 17 de Junho de 2019
Manaus

UEA em estado de calamidade

Cenários das salas de aulas, banheiros e laboratórios de informática da Escola Normal Superior são de total abandono



1.png Cadeiras em péssimo estado e faltando assentos para os estudantes foram o estopim que provocou abaixo-assinado
24/09/2013 às 21:54

Banheiros sem manutenção, falta de cadeiras nas salas de aula, aparelhos de ar-condicionado inoperantes e computadores danificados são alguns sinais do que os acadêmicos da Escola Normal Superior da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) chamam de “calamidade educacional”.

Os problemas na infraestrutura da unidade, localizada na avenida Djalma Batista, bairro Chapada, Zona Centro-Sul, e  que oferece os cursos de licenciatura (Geografia, Letras, Pedagogia, Matemática e Ciência Biológicas), há meses gera transtornos para os alunos.

O caso mais recente que confirma a necessidade de melhorias na infraestrutura do prédio é o de um abaixo-assinado de acadêmicos do 4º período do curso de Geografia, do turno vespertino, pedindo a troca de sala de aula porque a que era usada por eles não tinha mais cadeiras em bom estado de conservação suficientes para a turma e o ar-condicionado também não estava funcionando.

“É complicado ter um bom rendimento dentro de sala de aula quando se estuda em um ambiente desconfortável”, comentou um aluno que preferiu não se identificar. Outra universitária, que também prefere não ter a identidade revelada, pede pelo fim do que ela chama de “sucateamento da educação superior”. “A educação merece mais respeito”, disse.

As denúncias dos acadêmicos são confirmadas pela diretora da Escola Normal Superior, professora doutora Eglê Wanzeler. Ela ainda afirma que por várias vezes levou as demandas para a reitoria da universidade desde que assumiu a direção da unidade em janeiro deste ano.

“Apresentamos as necessidades da unidade e citamos a situação dos banheiros, do laboratório de informática, da troca de cadeiras. Enfim, uma série de demandas necessárias para um serviço de qualidade. Mas não conseguimos resposta”, falou a diretora.

Somente na tarde de ontem, o pró-reitor de Administração da UEA, Marcos Estácio, esteve em reunião com a direção da unidade juntamente com uma equipe da Coodenadoria de Tecnologia e Comunicação (Cetic) para fazer o levantamento dos computadores do laboratório de informática apontados como danificados nas denúncias.

A assessoria da UEA disse que a pró-reitoria de Administração já iniciou internamente o processo de compra de 20 computadores que serão destinados à Escola Normal Superior.


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