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Ufam lança desafio para mostrar que é possível aprender mesmo ‘desplugado’

Mas é possível ensinar computação sem o uso do computador? Difícil imaginar como isso pode ser feito, mas não é impossível 12/10/2013 às 18:56
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Raimundo Barreto ressalta que todas as atividades ensinam fundamentos da computação, só que de forma lúdica
Carolina Silva Manaus, AM

Num mundo quase dominado pela tecnologia, estamos cercados por computadores. Muitas pessoas utilizam a máquina e precisam aprender como usá-la. Mas é possível ensinar computação sem o uso do computador? Difícil imaginar como isso pode ser feito, mas não é impossível.

É que a computação também pode ser ensinada por meio de atividades lúdicas. Esta é a proposta do “Projeto Computação Desplugada”, de um grupo de professores e alunos do Instituto de Computação (IComp) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

De acordo com o professor Raimundo Barreto, doutor em Ciência da Computação e coordenador do projeto, a ideia de levar outros docentes e alunos a ensinarem computação sem computador surgiu quando ele teve conhecimento da iniciativa de professores de universidades da Nova Zelândia e da Austrália, chamada “Computação Desplugada”.

Barreto, no entanto, destaca que a inovação do projeto do Icomp da Ufam se dá pela forma como apresentam as atividades: com uma peça teatral que inclui danças.  “Computação sem computador é muito viável. Isto porque, apesar de ser verdade que nos últimos anos pouca coisa se faz sem o computador, a computação em si é muito mais antiga. Computadores são ferramentas que fazem computação, mas a computação pode ser feita sem computadores, por exemplo, com papel e lápis”, explica o coordenador do projeto. 

Raimundo Barreto ressalta que todas as atividades ensinam fundamentos da computação, só que de forma lúdica. Entre as principais atividades desenvolvidas pelo grupo de professores e alunos de Ciência da Computação no “Projeto Computação Desplugada” está, por exemplo, a “Mágica de Virar as Cartas”.

A atividade lúdica explica o conceito de Detecção e Correção de Erros. “Ou seja, explicamos como os computadores podem detectar os erros de transmissão da informação e como fazem para corrigí-los”.

Outra atividade desenvolvida pelo grupo chama-se “Vamos Dançar?”, que representa um importante diferencial em relação aos processos de aprendizagem convencionais, como afirmam os idealizadores.

“Este explica o conceito de ordenação utilizando danças. Nele mostramos dois métodos que o computador utiliza para ordenação (método bolha e método da inserção). Para cada método usamos um tipo de dança diferente”, disse o doutor em Ciência da Computação, Raimundo Barreto, coordenador do projeto.

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