Quarta-feira, 23 de Outubro de 2019
EM PROTESTO

Ufam paralisa atividades durante greve nacional contra o 'Future-se'

Além do Diretório Central dos Estudantes (DCE), o Conselho Superior de Administração (Consad) manifestou apoio à paralisação geral que acontece nesta quinta-feira (03)



WhatsApp_Image_2019-10-03_at_14.46.37__1__A67DAC4F-A429-4B21-B8E6-0E69D6CE3688.jpeg Foto: Divulgação / Arquivo pessoal
03/10/2019 às 15:04

Estudantes, professores e funcionários da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), iniciaram uma paralisação de 24h nesta quinta-feira (03), em protesto ao ‘Future-se’, programa do Ministério da Educação (MEC) que coloca empresas como financiadoras de pesquisa nas universidades públicas. Paralisação acontece também nos municípios de Humaitá, Parintins e Itacoatiara, que possuem campus da universidade.

A paralisação foi decidida por unanimidade após votação durante uma assembléia geral dos estudantes, que reuniu mais de 200 representantes dos segmentos da universidade na quarta-feira (02). "Em defesa da universidade pública, nos poscionamos contra este projeto de desmonte da educação", afirma Christopher Rocha, presidente do Centro Acadêmico de Ciências Sociais da Ufam.

Além do Diretório Central dos Estudantes (DCE), o Conselho Superior de Administração (Consad) manifestou apoio à paralisação geral. “Ressaltamos que apoiamos às mobilizações e pedimos que o governo federal respeite a autonomia das universidade públicas”.

Future-se

Alvo de protestos da comunidade universitária desde o lançamento, em junho deste ano, o ‘Future-se’ é o carro chefe da campanha do MEC para estruturar o caixa de financiamento das atividades universitárias. De acordo com a pasta, o ensino universitário deixa de ‘trazer retorno efetivo por não estar conectado com as demandas do mercado’. 



Em recente declaração durante a inauguração de um campi da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou que ‘não existe futuro para as universidades federais, sem o future-se’. Na prática, o programa concede parte da estrutura das universidades federais para serem administradas por empresas. Elas serão responsáveis por gerir o financiamento das atividades de pesquisa, além de oferecer cursos de pós-graduação.

Liberação de verba

Na segunda-feira (30), o Ministério da Educação (MEC) anunciou que a liberação de R$ 1,99 bilhão para a pasta seria destinada, principalmente, para universidades e institutos federais de ensino. Mesmo com o descontingenciamento, a Ufam funciona com serviços limitados.

Repórter

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