Quarta-feira, 22 de Maio de 2019
EDUCAÇÃO

Última parcela do reajuste da Seduc será paga este mês, diz Wilson Lima

Além de garantir o reajuste já na folha de janeiro, governador anunciou pacote de obras que vai atingir 251 escolas da rede estadual, no interior e em Manaus



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Fotos: Diego Peres/Secom
17/01/2019 às 15:30

Em visita à Escola Estadual Nilo Peçanha, na zona sul de Manaus, nesta quinta-feira (17/01), o governador Wilson Lima anunciou que os professores da rede estadual de ensino receberão, já no pagamento referente ao mês de janeiro, reajuste salarial de 9,38%.

O pagamento a ser feito a partir de janeiro corresponde  a última parcela dos 24,91% de reajuste concedidos à categoria  no ano passado, após uma greve geral da categoria que durou cerca de duas semanas.  O reajuste salarial alcança 26.372 servidores da Seduc.

Acompanhado do futuro titular da Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc), Luiz Castro, Wilson Lima  inspecionou as dependências da escola, que é uma das 37 unidades da rede estadual encontradas em situação precária pela nova gestão.

“A transparência no diálogo com os professores tem sido o nosso mote. Estamos deixando claras todas as ações que nós estamos fazendo e onde é que os recursos estão sendo aplicados. Hoje temos essa boa notícia, que é o reajuste de 9,38% já no mês de janeiro”, destacou o governador. 

Na diretriz de transparência da administração, o governador também anunciou medidas emergenciais para recuperação de escolas da rede estadual de ensino. Ao todo, a nova gestão constatou que 251 escolas da rede estadual necessitam de reformas ou reparos, sendo mais precária a situação de 37 unidades, sendo 29 no interior e oito na capital.

Wilson Lima foi conferir de perto a situação da Escola Estadual Nilo Peçanha, que funciona há 123 anos em um prédio tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). “De acordo com levantamentos que foram feitos, 251 escolas no estado do Amazonas necessitam de reformas. Dessas, 37 correm o risco de não funcionar. É o caso do Nilo Peçanha, que no ano passado fechou com 280 alunos e a previsão era de que estivessem estudando esse ano, a partir de fevereiro, 322 alunos”.

O governador afirmou que a escola ficará fechada para reforma durante o ano de 2019 e que o problema se repete de forma mais grave em municípios do interior. “A Nilo Peçanha não tem a menor condição de receber os estudantes porque o piso está comprometido, há problemas na fiação elétrica, infiltrações, mofo nas salas, quando chove os alunos não tem como ir ao banheiro. No interior a situação é mais complicada. Em Itamarati e Ipixuna tem escola que não vai funcionar. Tem escola em Tonantins que está desabando. Em alguns desses municípios a gente vai ter que realocar esses alunos e vai ter que colocar o turno intermediário, para não comprometer o ano letivo”, frisou.

Medidas emergenciais

O pacote de reformas nas 251 escolas está orçado em R$ 350 milhões, investimento que será aplicado, inicialmente, nos prédios em situação mais precária. “Nós estamos fazendo um planejamento para começar a reforma nessas escolas. Não tem como fazer em um ano, talvez em quatro anos a gente consiga recuperar essas 251 escolas, mas aquelas que estão em estado mais crítico a gente já vai iniciar as reformas. Nesse primeiro momento, R$ 4 milhões já devem ser investidos”, garantiu Wilson Lima.

O governador também deixou claro que retomou o concurso da Seduc e que o resultado final deve ser divulgado no final de fevereiro. Além disso, Wilson Lima afirmou que tem trabalhado para garantir merenda escolar aos alunos do interior. O envio de quase uma tonelada e meia, que deveria ter acontecido em dezembro, estava atrasado.

A rede estadual conta, atualmente, com 599 escolas de Ensino Fundamental e Médio, sendo 230 em Manaus e 369 no interior. No Ensino Fundamental há necessidade de mais 11 mil vagas e no Ensino Médio, mais 37 mil vagas.

Desafio

O futuro secretário de educação do Amazonas, Luiz Castro, que será empossado nesta sexta-feira (18/01), destacou que a previsão orçamentária para a reforma das escolas pode ultrapassar, futuramente, os R$ 350 milhões estimados. “Encontramos várias escolas em estado deplorável na capital e mais ainda no interior. Essa é uma estimativa inicial, é possível que se tenha que gastar mais. É uma programação para quatro anos. Temos que estabelecer prioridades em cima dos fluxos de demanda de alunos nos ensinos fundamental e médio”, frisou Castro.

O secretário demonstrou preocupação também com o número de evasão escolar no Amazonas. “Nós temos um enorme desafio concomitante. Cerca de 77 mil alunos da rede púbica estadual têm se evadido e desistido das escolas, anualmente. São jovens que deixam de estudar e que representam, portanto, um sério prejuízo social e um fator de aproximação com a marginalização. O governo vai procurar trabalhar para diminuir esse fluxo negativo, que prejudica a classificação do Amazonas nos critérios do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica”, concluiu Luiz Castro.


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