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MEDICAMENTOS

Últimas cinco unidades da Farmácia Popular foram fechadas pelo Ministério da Saúde

Últimas cinco unidades de Manaus e mais a de Coari foram fechadas pelo Ministério da Saúde 02/08/2017 às 22:28 - Atualizado em 03/08/2017 às 07:55
Show farm cia
Governo do Estado não pretende dar continuidade ao programa federal por falta de recursos, diz secretário Vander Alves. Foto: Arquivo
Isabelle Valois Manaus (AM)

Por enquanto não há soluções para o fim do programa Farmácia Popular no Amazonas. As cinco unidades que funcionam em Manaus e mais uma no município de Coari (a 370 quilômetros da capital) encerraram as atividades na segunda-feira devido à decisão do Ministério da Saúde (MS) de cancelar o repasse dos recursos destinados ao custeio para o funcionamento dessas unidades.

Conforme o MS, os estados e municípios possuem autonomia para dar continuidade às unidades próprias, provendo o financiamento completo ou com parte dos valores transferidos, caso julguem adequado. Mas, de acordo com o secretário de saúde do Amazonas, Vander Alves, a mudança não era esperada e por conta disso o sistema ficará durante esse tempo suspenso.

“O programa é do Governo Federal e por enquanto não há orçamento para darmos continuidade ao serviço. Estamos preocupados com tudo isso, mas vamos em busca de conversas com o Governo Federal para traçarmos planos para 2018 e  apresentar uma solução para esta situação. Por enquanto não temos muito o que fazer, mas este é um assunto que está em pauta a serem resolvidos, pois sabemos da importância do programa para população”, disse o secretário.

Avaliação

Para a presidente do Conselho Regional de Farmácias do Amazonas (CRF-AM), Ednilza Guedes, o problema todo com as farmácias populares ocorreram por conta do trabalho de logística, aquisição e dispensação dos produtos, não só no Amazonas, mas como em todo o país.

A presidente explicou que sem ter uma boa estrutura nessas três bases o programa estava gerando um prejuízo ao ministério, e como solução acreditou que acabar com o programa ou repassar a responsabilidade do serviço para os municípios ou estado a situação mudaria.

“Cada cidade tem uma realidade diferente e o serviço todo seguia um padrão. Faltou uma logística e administração do programa, sem contar com um levantamento do uso dos medicamentos para evitar o desperdício. Outro fato importante são os meio de armazenamentos desses medicamentos, se forem armazenados de forma errada, logo serão descartados e gerando mais desperdício”, comentou.

Ednilza acredita que nessa decisão quem saiu perdendo foi a população, pois quando as medicações estavam em falta nos postos, eles recorriam às farmácias populares onde se era possível encontrar os medicamentos com até 90% de desconto.

“A população sempre terá a necessidade de se ter uma assistência farmacêutica permanente, isso não temos dúvida, mas o sistema precisa ter uma interação. No nosso Estado como exemplo, era necessário ter uma interação entre a capital e os municípios, uma operação inteligente de controle e demanda, mas nada disso foi feito. É lamentável, mas a ordem veio verticalmente e nos resta é perdermos um serviço desse tão essencial ”, disse.

Alternativas no comércio local

Os medicamentos para controle de hipertensão e diabetes são gratuitos e estão disponíveis em algumas farmácias comerciais, credenciadas pelo Ministério da Saúde, e também nas Unidades Básicas de Saúde, da rede municipal. 

Os medicamentos para asma e os anticoncepcionais estão disponíveis apenas nas farmácias comerciais credenciadas e são disponibilizados para os usuários a preço de custo. Para ter acesso aos medicamentos, o paciente deve apresentar prescrição médica.

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