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Últimas detentas da Cadeia Pública são transferidas e ala feminina é desativada

Presas do regime semiaberto serão remanejadas para Unidade Prisional Semiaberto Feminina, que será inaugurada nesta quinta (15). Dados da Sejus apontam que sistema carcerário de Manaus abriga o dobro da capacidade 16/10/2014 às 16:57
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Ala feminina da Cadeia Pública é desativada após transferência de últimas detentas
OSWALDO NETO Manaus (AM)

Quarenta e oito mulheres que cumprem pena no regime semiaberto da Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, no Centro, foram transferidas nesta quarta (15) para a Unidade Prisional Semiaberto Feminina, localizado na rua Codajás, bairro Cachoeirinha, Zona Sul. O número de detentas previsto está dentro da quantidade de vagas, entretanto, o sistema carcerário da capital abriga o dobro da capacidade de presos. 

O prédio será inaugurado nesta quinta-feira (16), em Manaus, e desativa totalmente a ala feminina da Cadeia Pública. A entrega será realizada pela Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejus). Segundo o órgão, a nova unidade tem capacidade para 70 detentas em regime semiaberto e todas as presas já estão no local.

“O regime semiaberto é bem diferente dos outros em que sempre temos o cuidado de transferir aos poucos pra evitar problemas. No semiaberto, muitas saem pra trabalhar e estudar e só dormem na unidade. Pela Lei de Execução Penal esse é um momento que começam a retornar à sociedade e já estão mais soltas do que presas”, explicou a Secretaria.

Com a inauguração, será desativada totalmente a ala feminina que funcionava na Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa. O número de detentas já havia sido diminuído por conta da inauguração do Centro de Detenção Provisória Feminino, no KM 8 da BR-174. Na ocasião, 270 preses foram remanejadas.

Conforme o Secretário de Justiça, coronel Louismar Bonates, o local não terá uma utilidade até que os presos da ala masculina sejam transferidos. “Por enquanto a ala feminina ficará desocupada. Ainda faltam pouco mais 700 detentos serem transferidos do masculino. Assim que os homens saírem o prédio será entregue ao Governo do Estado, que passará a trabalhar numa finalidade para o espaço”, disse.

O prédio, que foi totalmente reformado e adaptado para possibilitar a ressocialização das atuais 48 internas, ganhou novos mobiliários e conta com dormitórios e refeitório. Ao todo, foram investidos pelo Governo do Estado cerca de R$ 410 mil.

De acordo com a diretora da Unidade Prisional Feminina Semiaberto, Suely Borges, a ideia é manter a unidade com fluxo enxuto, evitando superlotações. Outra meta é avançar na reinserção social das internas. “O nosso trabalho é para que a interna consiga o benefício da prisão domiciliar com a tornozeleira. Queremos vê-las trabalhando, retornando às suas famílias e conquistando dignidade”, disse Suely.

Superlotação

Apesar da Unidade Prisional Semiaberto Feminina não ter atingido a superlotação, os números mostram que outros presídios da capital enfrentam o problema. Um exemplo é o próprio Centro de Detenção Provisória Feminino, que abriga 270 detentas, porém possui 100 vagas, conforme a Sejus.

Ainda segundo o órgão, a capital tem atualmente 6.053 presos para 2.976 vagas. O número corresponde a quase o dobro da capacidade. Em todo o Estado, existem 8.706 presos.

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