Quarta-feira, 17 de Julho de 2019
MUDANÇAS

Últimas empresas aéreas deixam de atuar no ‘Eduardinho’ ainda no mês de fevereiro

As únicas empresas que ainda estão operando no terminal 2 são a MAP Linhas Aéreas e a Rico Táxi Aéreo



eduardinho.JPG O terminal 2 do Aeroporto Eduardo Gomes passou por uma reforma, concluída em 2015, ao custo de R$ 20 milhões. Foto: Euzivaldo Queiroz - 15/09/2017
07/02/2018 às 05:35

“Eu tenho 30 anos de idade. Quando era criança, nos finais de semana meu pai me trazia pra passear aqui. Não entendo o motivo, mas infelizmente vão fechar o Eduardinho”, lamenta a autônoma Patrícia de Paula, referindo-se ao terminal 2 do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes. Após uma reforma que custou R$ 20 milhões e foi concluída há cerca de dois anos, o terminal fechará as portas para a aviação comercial e todo o atendimento está sendo transferido para o terminal 1, onde até então só operavam voos nacionais e internacionais.

Informações extraoficiais dão conta de que o prédio será transformado num centro comercial. Procurada para informar sobre o assunto, a assessoria da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) não respondeu à nossa solicitação.

As únicas empresas que ainda estão operando no terminal 1 são a MAP Linhas Aéreas e a Rico Táxi Aéreo. Mas já estão de mudança, inclusive com lojas de venda de passagens e de check-in montadas. A primeira troca de endereço na próxima sexta-feira e, a segunda, três dias depois.

“A mudança é ótima, principalmente para os passageiros. O terminal 1 é internacional. Hoje, por exemplo, pessoas chegam de outra região ou país e vão para o interior do Estado e têm que pagar táxi até o ‘Eduardinho’. Agora, quem está em trânsito faz a conexão no mesmo terminal”, informou a assessoria da MAP.

Entretanto, todas as aeronaves de pequeno e médio porte continuam decolando e aterrissando no “Eduardinho”. Os passageiros farão o translado de ônibus especiais até os terminais do “Eduardão”.

Saudosismo

Além de física, a mudança já está provocando saudosismo. Depois de uma temporada no Peru, o ex-jogador do Nacional, Eldimar Celani da Silva, 53, trabalhou 23 anos como taxista no terminal 2. “Bons tempos! A gente ganhava bastante dinheiro e conhecia muita gente importante que vinha pra Manaus por causa da Zona Franca. Hoje não tem mais nada. É uma tristeza”, lamenta o ex-jogador.

MAP

Criada há 18 anos e há quatro atuando na região Norte, a MAP Linhas Aéreas mantém voos regulares para 14 municípios dos estados do Amazonas e do Pará. Com quase 300 funcionários diretos, transporta por ano mais de 140 mil passageiros.

De acordo com o presidente da MAP, comandante Marcos Pacheco, o embarque dos passageiros será pelo portão R2. No “Eduardinho”, continuará funcionando apenas a área administrativa da empresa. Para Pacheco, a mudança vai facilitar a logística dos passageiros que chegam a Manaus de outros estados e que precisam viajar para o interior. Assim como dos passageiros do interior que vão para outros estados.

Memórias do passado no terminal

O ex-jogador de futebol, Eldimar Celani da Silva, 53, trabalhou 23 anos como taxista no terminal 2. Hoje dono de uma academia, ele tem uma coleção de “causos”, vivenciados no Eduardinho.

Desde a queda de uma aeronave da Rico Transporte Aéreos na área do Tarumã, a um gato que “adotou” seu carro como moradia. Depois de uma temporada de sete anos jogando em dois times do Peru, Celani investiu parte do dinheiro que ganhou em serviço de transporte. Passou 23 como taxista no terminal 2 e, além de amizades, acumulou muitas histórias, até hilárias.

Celani lembra de um felino que, até hoje, não sai de sua memória. “Eu comecei a dar ração pro gato e, quando eu chegava, ele já vinha em minha direção. Uma vez, eu deixei meu carro com os vidros abertos e quando cheguei ele estava no volante, com se quisesse dirigir. Acabei adotando”, relembra Celani, que hoje faz parceria com um dos filhos, numa academia localizada no  bairro Parque 10, Zona Centro-Sul.

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