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Último suspeito pela morte do PM que fazia segurança do candidato Chico Preto se entrega

"Jou Jou" se apresentou na sede da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros pela tarde, alegando que teve medo de morrer quando viu sua foto divulgada na imprensa 11/09/2014 às 10:49
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Jhonatan, vulgo Jo Jo, resolveu se entregar
Lucas Jardim* Manaus (AM)

Jhonatan Paiva Costa, o "Jou Jou", suspeito de ter pilotado a moto usada no latrocínio (roubo seguido de morte) do sargento da Polícia Militar José Cláudio Marques da Silva, 46, o “Caju”, que fazia a segurança da esposa do candidato ao Governo do Amazonas, Chico Preto (PMN), se entregou à polícia nesta quarta-feira (10). Ele se apresentou na sede da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DERFD), por volta das 14h, alegando que teve medo de morrer quando viu sua foto divulgada na imprensa.

Esse medo, segundo ele, também foi o que motivou a sua apresentação na DEHS, e não na Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (DERFD), que investiga o caso: ele mora no bairro Zumbi dos Palmares, Zona Leste de Manaus, mais perto da DEHS que da de DERFD e, sabendo que seus comparsas morreram em confronto com a polícia, ele disse que teve medo de morrer no trajeto da sua casa até a delegacia.

Jhonatan contou que tinha fugido para o município de Careiro-Castanho, a 80 quilômetros de Manaus, onde ficou a esmo. Quando, no entanto, viu sua foto divulgada na imprensa local teve medo por sua própria vida e ligou para sua mãe, avisando que se entregaria.

Prisão anterior

Jhonatan já tinha sido preso anteriormente em uma operação realizada pela Derfd há dois meses, que visava coibir a onda dos crimes conhecidos como “saidinha de banco”, que envolvia abordagens de ladrões feitas a pessoas que saíam de agências bancárias. Na época, Jhonatan foi preso na Feira da Betânia, Zona Sul.

Ele foi solto há um mês e usava uma tornozeleira de monitoramento eletrônico da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejus). A tornozeleira permitia seu trânsito livre durante o dia, mas impunha sua estada em casa entre as 22h e às 6h, caso contrário, o alarme avisava a Sejus. Quando cometeu o crime, ele vestia o apetrecho, mas o quebrou e retirou depois, para fugir.

*Com informações do repórter Jhonny Lima


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