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Um ano após início do programa, pacientes aprovam 'Mais Médicos'

Profissionais que vieram trabalhar em Manaus se dizem adaptados às comunidades em que atuam e felizes com o trabalho que conseguiram construir ao longo desse período 25/09/2014 às 21:18
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Atualmente, 87 profissionais do programa Mais Médicos estão atuando em Manaus. Eles são de 12 países, além do Brasil
Jéssica Vasconcelos ---

Um ano após a implantação do programa do governo federal  “Mais Médicos”, os profissionais que vieram trabalhar em Manaus se dizem adaptados às comunidades em que atuam e felizes com o trabalho que conseguiram construir ao longo desse período.  Apenas um dos médicos designados para Manaus pediu desligamento.

O venezuelano Juan José Dávila Montoya, que trabalha na Unidade Básica de Saúde (UBS) Enfermeira Josephina de Mello, localizada no bairro Jorge Teixeira, Zona Leste, contou que uma das maiores dificuldades, nos primeiros meses de trabalho, foi o idioma, problema já superado.

De acordo com o médico, uma das questões que mais o preocupou quando chegou à unidade de saúde era a deficiência no atendimento às grávidas: poucas faziam o pré-natal regularmente. Ao longo desse ano atuando na unidade, ele contou que o número de mulheres grávidas cadastradas que estão seguindo o pré natal subiu de 14 para 38.

Outro avanço apontado por Montoya nesse primeiro ano foram as ações educativas realizadas junto à comunidade e a melhoria no atendimento aos idosos. “Ainda tenho muitos planos para melhorar o atendimento da atenção primária dessas pessoas”, disse o médico, cheio de planos.

Prós e contras

Se o clima quente e úmido não foi um problema para a adaptação dos médicos estrangeiros, a falta de comunicação entre os órgãos de saúde é apontada como um obstáculo por Juan Montoya. De acordo com ele, muitos pacientes são atendidos em um pronto-socorro e, quando procuram a UBS, o médico não consegue ter acesso ao histórico dele. “Na Venezuela essa comunicação é mais eficiente, mas nada que não possa ser resolvido”, acrescentou o médico.

Casado, Juan trouxe a esposa para morar em Manaus e, no próximo mês, vai voltar pela primeira vez de férias para o país de origem, desde que se mudou para o Brasil. “Estou ansioso para encontrar a família, mas eu volto logo para dar continuidade ao trabalho”, explicou.

Quem vai  ficar feliz com a volta de Montoya para Manaus, após as férias, é a dona de casa Maria Raimunda Ramos Abreu, 57. Segundo ela,  a chegada do médico à UBS acabou com o problema de atendimentos suspensos por falta de profissionais. “Meu marido é hipertenso e precisa ver o médico de três em três meses e, às vezes, não tinha esse acompanhamento porque não tinha médico”, disse.

 A dona de casa lembrou que, no início, era difícil conversar com o médico, mas agora a comunicação está mais fácil. Mais do que o idioma, Maria contou que o principal diferencial é a atenção que ele dispensa aos pacientes. “Ele não é um médico que só passa a receita sem olhar pro paciente, isso é muito bom”, disse Maria Raimunda.

Denúncias

De acordo com o Conselho Regional de Medicina do Amazonas (CRM), não foi feita denúncia contra os profissionais do programa Mais Médicos, nem brasileiros nem envolvendo os estrangeiros.

 Nacionalidades

Os médicos que continuam atuando em Manaus pelo programa são da  Bolívia, Colômbia, Cuba, Espanha, Haiti, Honduras, México, Nigéria  Panamá, Portugal, Uruguai e Venezuela, além de brasileiros.

Em números: 87 é o número de profissionais   do Programa Mais Médicos que estão atuando em Manaus, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa). De acordo com a Semsa, apenas um médico desistiu de participar do programa e foi desligado.

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