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Um dos cemitérios mais antigos de Manaus será reformado

Um dos mais antigos da cidade, com 112 anos, estava abandonado; Obras ficam prontas até dezembro 13/07/2013 às 09:29
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Reforma vai facilitar acesso e melhorar estrutura do cemitério, que não tem água e luz
Florêncio Mesquita ---

O cemitério Nossa Senhora Piedade, no bairro Tarumã, Zona Oeste, será reformado até o final do ano pela Prefeitura de Manaus. O cemitério é o menor da cidade, com 1,2 mil sepulturas, e estava abandonado até o início do ano, quando a atual gestão assumiu a administração. Ele vinha sendo alvo de críticas e cobranças por parte de pessoas que têm familiares sepultados no terreno. Apesar de ser pouco conhecido da população de Manaus, o cemitério Nossa Senhora da Piedade é um dos mais antigos da capital com 112 anos de existência.

Na última semana, ele recebeu um mutirão da Secretaria Municipal de Limpeza de Pública (Semuslp). Ele estava tomado pelo mato e esquecidos pelo poder público. A vegetação alta fazia com que as sepulturas quase desaparecessem. Outra dificuldade era o acesso ao cemitério. As pessoas entram pela avenida Torquato Tapajós, antes da entrada da avenida do Santos Dumont, num ramal de barro. Tinham que passar por uma ponte de madeira sobre um igarapé, que estava quebrada. Depois, ainda precisavam subir uma ladeira que impossibilitava o acesso em caso de chuva.

Segundo a coordenadora do Departamento dos Cemitérios (Decem), Danielle Soares, o projeto de revitalização do cemitério está com a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Habitação (Seminfh), mas não há prazo definido para a ordem dos serviços a serem realizados. A Seminfh, já realizou o levantamento topográfico do cemitério e o que será necessário construir. A pasta também resolveu o problema da ponte instalando uma tubulação de esgoto, além de aterrar o passagem, facilitando a entrada de carros.

O ramal em barro também será asfaltado nas próximas semanas. O cemitério não tem energia elétrica ou água encanada, que compõem as principais reclamações dos parentes das pessoas sepultadas no local. Sem energia ou água fica inviável fazer a manutenção dos túmulos. As pessoas levam água em garrafas PET e outros recipientes para cuidar dos túmulos. Conforme Danielle, três funcionários são mantidos pela Semuslp para zelar a área. No entanto, A CRÍTICA encontrou apenas um coveiro que, sozinho, recolhia as folhas em todo o cemitério e ainda limpava várias sepulturas.

Também não há sede administrativa ou casa para os coveiros. Eles se abrigam em uma estrutura de madeira coberta com telhas. O problema será resolvido em breve, segundo a coordenadora do Decem, uma vez que as duas edificações estão previstas no projeto a ser realizado pela Seminfh.

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