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Manaus
FRUSTRAÇÃO

Sem respostas: família cobra investigação sobre fuzilamento de empresário

Carro de Eduardo Correia foi alvejado na av. das Torres no dia 20 de julho deste ano. Desde lá, segundo irmã da vítima, poucas pessoas prestaram depoimentos e nunca foi feita uma perícia oficial no veículo 26/08/2018 às 14:27 - Atualizado em 26/08/2018 às 14:45
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Eduardo Correia de Mattos, de 34 anos, foi alvejado com tiros de fuzil. Foto: Divulgação
Isabella Pina Manaus (AM)

Eduardo Correia de Mattos, de 34 anos, era pai de quatro filhos. Deixou para trás, também, cinco irmãos, pais e a mulher com quem compartilhava a vida. Ele foi assassinado brutalmente no dia 20 de julho, com tiros de fuzil, dentro do seu carro, na Avenida das Torres, numa noite de quinta-feira. Exatamente um mês e uma semana após a sua morte, o caso segue sem nenhuma resolução - ou qualquer esboço disso. A família clama por informações.

Érica Correia é uma das irmãs mais velhas do empresário. Há um mês, garante, vai todos os dias ao 23ª Distrito Integrado de Polícia (DIP), para onde o caso foi transferido. “Eles só me dizem a mesma coisa, todo dia: o caso está sendo investigado”. 

“Investigado? Meu irmão foi morto de uma forma que não é normal. Fuzilaram o carro dele. Usaram arma que não se usa para ferir qualquer pessoa. E nós não recebemos nenhum direcionamento da polícia. Nenhum. Esse não é um caso qualquer. E tudo que eles (polícia) fizeram foi pedir para que esperássemos as investigações. Já se passou mais de um mês e não tivemos nenhum contato”, relata.

Na noite do dia 20 de julho, Eduardo dirigia pela Avenida das Torres quando passou a ser perseguido por criminosos que cercaram o seu carro. O Jeep que pilotava tinha, ao menos, 13 disparos encontrados. O empresário, proprietário de uma empresa de segurança, foi atingido com disparos de fuzil 556 e pistola calibre 380. Um delegado que acompanhou a cena do crime chegou a afirmar que os disparos foram bem dados. “Mostra que quem disparou, sabia atirar”. 

Desde lá, Érica afirma que poucas pessoas envolvidas com Eduardo tiveram depoimentos colhidos pela polícia. Ela afirma, ainda, que, até hoje, nunca foi feita uma perícia oficial no veículo. As motivações para o homicídio são completamente nebulosas para a família, que não enxerga qualquer brecha na vida de Eduardo.

“Meu irmão era um homem muito bom. Nunca fez nada de errado, nunca se envolveu com qualquer coisa que pudesse justificar o que fizeram. Ele não era um vagabundo que aprontava. Ele só trabalhava, e bem. Pode perguntar para qualquer funcionário, amigo ou conhecido: todos vão ter o mesmo a falar sobre ele. Era um homem do bem”.

A família cogitou contratar um serviço particular de investigação para buscar respostas para o crime. Uma única suspeita, sem grande embasamento, é de que haja o envolvimento de milícia no crime. Érica não se aprofunda no tema e afirma que a família ainda aguarda um posicionamento da polícia antes de tomar qualquer decisão.

“Eu só consigo pensar que isso pode ter algum tipo de envolvimento com milícia. Ele trabalhava com segurança particular, oferecia esse serviço. Não sabemos. Frustrados é uma palavra pequena demais para descrever o sentimento que eu e minha família compartilhamos. Só queremos resposta. Só queremos conseguir acalmar nossos corações”.

A Assessoria de imprensa do Polícia Civil foi acionada para esclarecer o andamento da investigação, mas informou que um pronunciamento sobre o caso será dado somente nesta segunda-feira (27).

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