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Manaus
sem fiscalização

Um velho problema: sucatas abandonadas nas ruas de Manaus

Moradores reclamam do abandono em via pública de veículos sem condições de trafegar 18/08/2016 às 21:50 - Atualizado em 19/08/2016 às 08:02
Silane Souza Manaus (AM)

Eles ocupam indevidamente o espaço público, impedem o estacionamento e o fluxo de pedestres e chegam a se transformar em um sério problema de saúde e de segurança. Estamos falando dos veículos abandonados em vias públicas, seja porque não funcionam mais ou porque aguardam conserto em oficinas, um velho problema encontrado em diversas regiões de Manaus, que parece não ser combatido pelos órgãos de fiscalização. 

Na rua Francisca Mendes, bairro Cidade de Deus, Zona Leste, um “cemitério” de fuscas velhos causa preocupação para os moradores dos arredores. De acordo com eles, as carcaças e os restos do veículo, que pertencem a uma oficina que está tomada pelo mato, acumulam sujeira e água e viraram depósito de dejetos e esconderijo para usuários de drogas e assaltantes. “Um dia desses uma vizinha foi assaltada por volta de 20h. É muito perigoso”, disse a dona de casa Eliane Silva, 22.

Na rua Visconde de Porto Alegre, bairro Praça 14 de Janeiro, Zona Sul, um caminhão velho estacionado há pelo menos dois anos na via pública incomoda os moradores do local. “O dono deste caminhão tem mais outros três, um deles está abandonado na avenida Sete de Setembro. Apenas dois funcionam. Eles são a perturbação da área. Muitos vizinhos ligaram e os agentes do órgão responsável pelo trânsito diz que não podem fazer nada”, disse uma dona de casa que não quis se identificar. 

O empresário Carlos Augusto, dono dos veículos, disse que deixa os caminhões na rua porque não tem garagem e ressaltou que eles não estão abandonados. Sobre o que está na a rua Visconde de Porto Alegre, ele falou que deixou por “um tempo e roubaram o motor de partida e a bateria, por isso, não funciona mais”. “Mas na próxima semana vai entrar uma grana e vou comprar um motor de partida para pelo menos mudá-lo de posição porque o pessoal se incomoda demais”, afirmou.

Na avenida Francisca Mendes, bairro Nossa Senhora de Fátima 2, há muitas carcaças de carros  atrapalhando o fluxo de pedestres, que tem que disputar o espaço com os veículos. O dono de uma das oficinas mecânicas, conhecido como “Primo”, disse que as sucatas não são deixadas por muito tempo na rua. “Deixamos no máximo uma semana e depois tiramos porque não podemos deixar mais tempo que isso”, garantiu.

Pedestres acidentados

A rua Castelo Branco, no bairro Colônia Oliveira Machado, Zona Sul, é outra que concentram vários veículos velhos na rua em razão das oficinas presentes no local. Moradores da área pedem providência dos órgãos de fiscalização, visto que não aguentam mais dividir a via com as carcaças. Conforme eles, pedestres sofrem constantes acidentes em meio aos restos de veículos deixados no espaço público.

Remoção dos carros velhos só se estiverem irregulares

De acordo com o Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans), os veículos só podem ser removidos pelo órgão caso estejam com irregularidades de trânsito determinadas pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB): estacionados em local proibido, impedindo a circulação de outros veículos na rua, estacionados em cima da calçada ou parados na frente de alguma garagem. Seja ele novo ou velho.Conforme o Manaustrans, em torno de 300 veículos são removidos e levados ao Parqueamento do órgão, por mês, dentro das circunstâncias previstas no CTB. Nesses casos, os proprietários ainda podem reaver os bens após adotar uma série de procedimentos disponível em: http://transito.manaus.am.gov.br/parqueamento/. O instituto também disponibiliza o número 08000921188 para quem deseja solicitar a presença do guincho do Manaustrans com remoção, de acordo do CTB.

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