Segunda-feira, 14 de Outubro de 2019
Manaus

Unidades Básicas de Saúde da Zona Centro-Oeste de Manaus serão investigadas

Falta de médicos e de medicamentos levaram o MPE a instaurar inquérito para investigar atendimento nas unidades de saúde



1.jpg Na UBS do Santos Dumont, o MPE investiga denúncias de ‘possíveis deficiências nas condições de serviços oferecidos’
27/01/2015 às 21:06

Falta de medicamentos e de médicos especializados são as principais reclamações dos usuários da rede de saúde básica em Manaus. Devido a constantes reclamações da população, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) abriu um inquérito para avaliar as condições de serviços das Unidades Básicas de Saúde (UBS) do conjunto Santos Dumont e do conjunto Ajuricaba, ambos na Zona Centro-Oeste.

Segundo a publicação no Diário Eletrônico do MPE do dia 12 deste mês, a promotora de Justiça Cláudia Maria Raposo da Câmara determinou a instauração de um inquérito civil para avaliar possíveis irregularidades nas condições de serviços na UBS do bairro Ajuricaba.  Os inquéritos serão acompanhados pela 54ª Promotoria de Justiça Especializada na Proteção e na Defesa dos Direitos Constitucionais do Cidadão (Proededic).

As investigações tiveram início no dia 18 de dezembro do ano passado e têm como objetivo investigar denúncias de falta de infraestrutura, equipamentos hospitalares básicos e médicos correspondente à quantidade de pessoas atendidas no posto de saúde.

Problemas

Usuários desta UBS ouvidos por A CRÍTICA relataram a ausência de médicos e remédios no local. A dona de casa Maria das Graças Pereira, 48, disse que precisa ir a outro posto de saúde para receber atendimento.

“A situação aqui no Ajuricaba é precária porque não tem médico pra atender a gente.  Moro há duas ruas daqui, mas tive que ir ao posto do bairro da Redenção para poder ser atendida. Aqui eu só venho de manhã pegar medicamentos básicos porque nem atendimento tem à tarde”, disse a dona de casa.

O inquérito civil instaurado após denúncias sobre a UBS do Santos Dumont prevê uma investigação sobre possíveis deficiências nas “condições de serviços” oferecidos no local.

Rebeca Souza, 30, disse que era a primeira vez que foi ao posto para receber atendimento e que não tinha motivos para reclamar. “O atendimento estava normal e eu fui bem recebida. Não constatei nada de ruim, pelo contrário, me ofereceram até material para coleta, que normalmente não tem em posto de saúde”, disse.

O comerciante José Moura, 72, trabalha em frente à UBS e disse ouvir poucas reclamações sobre o posto de saúde. “Faço meus exames neste posto regularmente. O atendimento é muito bom em relação ao que recebemos em outras unidades de saúde públicas. O que escuto o povo reclamar é que falta médico especialistas, que realmente tem pouco aí. Mas fora isso não escuto muitas reclamações”, concluiu o comerciante.


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