Publicidade
Manaus
LUTA PELA VIDA

Universitário baleado no rosto durante tiroteio segue na UTI de hospital

Claymer Fernandes, de 20 anos, respira com a ajuda de aparelhos no Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio. Amigos e familiares pretendem organizar eventos para pagar cirurgia fora da capital 27/08/2018 às 20:51 - Atualizado em 28/08/2018 às 06:58
Show capturar 5b389a7d ece7 4c36 9e34 2b43333845b6
Foto: Reprodução
Fábio Oliveira Manaus (AM)

Há um ano do término do curso de odontologia, Claymer Fernandes Montenegro, 20, agora tem de lutar pela vida na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, na Zona Leste de Manaus. Ele foi baleado com um tiro no rosto, no Beco do Carneiro, rua Leonardo Malcher, bairro Nossa Senhora da Aparecida, no dia 15 deste mês, e há 12 dias respira com ajuda de aparelhos.

Segundo Boletim de Ocorrência registrado no 24º Distrito Integrado de Polícia, o estudante chegava a sua residência, quando houve uma correria e tiroteio no local. Um homem, conhecido na região como traficante, começou a atirar na direção das pessoas e um dos disparos atingiu o universitário no rosto.

O projétil entrou no maxilar de Claymer, passou pelo pescoço e se alojou na medula. Ele foi atingido na frente de sua casa, após correr e tentar entrar no imóvel para se salvar. O jovem chegava da faculdade, por volta das 22h, quando o fato ocorreu. Uma amiga dele, que teve o nome preservado, relatou ao A CRÍTICA que Claymer pode ficar paraplégico.

A amiga de Claymer contou também que ele precisa fazer uma cirurgia fora de Manaus, avaliada em R$ 40 mil. Os amigos de universidade, professores e familiares se juntaram para realizar eventos, com objetivo de arrecadar dinheiro para o tratamento. A reportagem tentou falar com familiares, mas não obteve sucesso.

A também amiga e colega de sala de aula Harielle Cavalcante, 21, contou que no dia 1º de setembro deve ser realizada uma feijoada para ajudar Claymer. Segundo ela, o objetivo é vender 400 rifas no valor de R$ 15.

“Não sabemos do que ele precisa, mas vamos fazer para arrecadar e ter uma reserva para quando ele sair, ter algum dinheiro para ajudá-lo. Ele era muito carinhoso, legal, inteligente, todos gostavam dele”, disse.

Além da feijoada, que será realizada em uma casa, na rua Téofilo Said, no Parque 10, as 11h30, os amigos dele também pretendem realizar outros eventos com o mesmo objetivo. “Queremos fazer também um torneio de futebol e outros que vamos planejar. Todos estão se mobilizando, professores e até alunos de outros cursos”, disse a amiga.

Publicidade
Publicidade