Domingo, 19 de Maio de 2019
EXTRAORDINÁRIO

ALE anuncia sessão extraordinária para votar nova proposta do governo aos professores

Segundo o líder do governo na Casa, deputado Dermilson Chagas, a nova proposta do Executivo já está a caminho da ALE e deverá ser votada ainda hoje



3f9d7646-50ed-498d-8c1b-a83f5a385ce7.jpg
Foto: Jair Araújo
06/04/2018 às 11:41

Professores em greve da rede estadual de ensino do Amazonas começaram a lotar, ainda na manhã desta sexta-feira (6), o plenário e a galeria da Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM), em Manaus, para participar de uma sessão extraordinária com objetivo de votar a nova contraproposta de 24,91% de reajuste salarial oferecida pelo Governo do Estado. Até então, os professores queriam 27,5%.

Segundo o líder do governo na Casa, deputado Dermilson Chagas (sem partido), a nova proposta do Executivo às reivindicações dos professores já estaria a caminho da ALE e deve ser votada ainda manhã de hoje. Por volta das 13h, o Governo do Amazonas enviou nota à imprensa confirmando o anúncio de uma nova contraproposta, de 24,91%, sendo 15,53% anunciados há dois dias que deverão ser pagos este ano, e mais 9,38% que seria pago no início de 2019. Os professores não informaram se aceitam ou rejeitam a nova oferta.
 


Foto: Jair Araújo

Até então, a última decisão tomada pelos professores, durante assembleia do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) de ontem (5), era de reajuste de 27,5% ainda no exercício do ano de 2018. Eles também queriam 95% de reajuste no auxílio alimentação, que passaria ao valor de R$ 420 mensais; promoção vertical de 3.516 profissionais que concluíram especialização, mestrado e doutorado nos últimos cinco anos; e eliminação do desconto de 6% do valor do vale transporte. A categoria declarou também que só encerra a greve com a proposta deles aprovada e sancionada.

A negociação entre professores e governo precisa ser célere. Isso porque qualquer proposta que conceda um reajuste acima da inflação acumulada em 2018 deve ser aprovada na ALE até hoje, já que a partir deste sábado (7) já faltarão seis meses para as eleições de outubro e a Lei 9504/97, que rege as eleições no País, proíbe reajustes do funcionalismo público acima da inflação a partir desse período.


Foto: Jair Araújo

Assembleia da Asprom

Os professores começaram a se dirigir à ALE logo após uma assembleia geral liderada pelo Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical), outra entidade representante, na frente da sede do governo, na av. Brasil, Compensa, Zona Oeste. Lá, a categoria também decidiu rejeitar a proposta de 15,53% oferecida anteriormente pelo Executivo, mas eles não tiveram tempo de decidir uma nova contraproposta, isso porque eles receberam uma ligação do deputado David Almeida (PSB), presidente da ALE, informando sobre a votação extraordinária.

Ontem (5), David Almeida protagonizou um bate-boca com outro parlamentar governista da ALE, Vicente Lopes (MDB), durante também uma sessão para discutir os rumos da greve geral dos professores. Por pouco, os dois não chegaram às vias de fato.

Outras votações

Durante a sessão extraordinária de hoje (6) na ALE, os deputados já aprovaram a reestruturação salarial de servidores da Polícia Civil e o plano de cargo, carreiras e remuneração dos servidores da Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror) e do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável (Idam).

*Colaborou Larissa Cavalcante, Vinicius Leal e Isabella Pina


Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.