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Uso descontrolado de crack e oxi avançam em pontos de consumo espalhados por Manaus

Caminho sem volta: Reportagem de A CRÍTICA conferiu in loco o uso de algumas das piores drogas disponíveis no mercado negro - e sua devastadora consequência 28/02/2015 às 11:51
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Os efeitos alucinógenos são os mesmos provocados pelo crack, mas as consequências deixadas pelo oxi são mais destruidoras
Nelson Brilhante Manaus (AM)

Na Pré-História era a pedra que gerava o fogo, para o bem estar do homem. Na Era Moderna, o fogo queima a pedra, para a destruição de uma grande parcela da humanidade. Não bastasse o crack, avança assustadoramente em Manaus também o consumo de  oxi, mais um dos derivados letais da cocaína. Como a gasolina é o elemento que, literalmente, acende o prazer ilusório que ativa o cérebro em oito segundos e só dura cinco minutos, vítimas dessa composição maldita estão espalhadas por toda a cidade. 

A reportagem do Jornal A CRÍTICA encontrou e conversou com algumas dessas vítimas que moram embaixo do viaduto do Boulevard Álvaro Maia, uma verdadeira lixeira no meio de uma área nobre da nossa capital. É claro que o assunto não é novo e que existem outras tantas “lixeiras”, mas nunca é demais voltar a um tema que nunca pode ser esquecido porque continua devorando vidas, cada uma com uma história diferente, mas todas com um só destino.

Pelo efeito da droga, são arredios, mas pela vontade de abandonar o vício, mesmo que  se sintam incapazes, alguns aceitam tornar público seu grito de socorro.  É o caso de um rapaz inteligente, cujo nome pediu que fosse omitido. Ele dorme e  acorda numa viga de ferro do viaduto mas, certa hora da noite, sai para trabalhar na  montagem de uma feira, unicamente para evitar roubar e matar.

O depoimento emocionante dele, assim como tantos outros detalhes desse mundo sem horizonte você confere na matéria “Pedras que matam”, publicada como capa do caderno de Cidades do jornal ACRITICA deste domingo (28).

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