Quinta-feira, 22 de Agosto de 2019
TRANSPORTE COLETIVO

Usuários de ônibus desconhecem novos locais de venda de crédito do cartão ‘Passa Fácil’

Apesar do Sinetram ter anunciado a implantação de 117 novos postos, passageiros reclamam da falta de placas indicativas e divulgação



sinetram.JPG Sindicato das empresas informou que 117 novos pontos de venda foram instalados em Manaus, mas usuários desconhecem (Foto: Winnetou Almeida)
20/07/2017 às 05:00

Apesar do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) anunciar que implantou 117 pontos de vendas de créditos em Manaus, usuários do sistema de transporte que utilizam o cartão passa fácil e carteira estudantil reclamam da falta de placas indicativas, em alguns locais, e cobram mais divulgação.

A estudante Emina Ramos, 17, contou que uma vez por semana precisa se deslocar até a sede do Sinetram para  comprar créditos para a carteira estudantil e disse desconhecer a localização da maioria dos pontos de bilhetagem. “No meu  bairro não tem, aí o mais acessível é esse aqui, mas se tivesse mais próximo da minha casa ou até se divulgassem mais onde ficam esses locais seria muito bom porque evitaria toda essa viagem”, disse a estudante. 

A universitária Telma do Nascimento, 38, também reclamou da dificuldade semanal para recarregar o cartão. Segundo ela, o sindicato patronal deveria implantar postos de vendas próximos de escolas e até dentro de universidade, não apenas em algumas, pois privilegia poucos  e deixa outros esquecidos. “Na Fametro tem um posto, mas é exclusivo dos estudantes de lá, fica bem complicado para quem estuda nas outras universidades que ficam na Djalma Batista. Eles deveriam colocar ponto de venda dentro de todas ou então fora. Dessa forma todas as pessoas da área seriam beneficiadas”, afirmou. 

Para evitar confusão e constrangimentos, a universitária se desloca até a sede do Sinetram uma vez por semana. Segundo ela, próximo da casa dela tem um ponto de bilhetagem no Pronto Atendimento ao Cidadão, mas o horário é ‘injusto’. “Lá abre 8h e eu saio de casa às 6h30. Então, eu preciso vir ao Centro. Se próximo da faculdade (Literatus) tivesse um ponto eu poderia abastecer lá, mas tenho que vir aqui porque na Fametro eles não deixam a gente entrar”, explicou. 

Telma disse esperar ansiosa pela inauguração de novos postos de bilhetagem eletrônica, mas defende também que haja mais divulgação dos pontos de bilhetagem já existentes. “Eu sei que no Centro tem dois locais,  sei das sedes dos terminais e do próprio Sinetram, mas os outros eu não faço a mínima ideia”, afirmou. 

Cobram mais divulgação 

A universitária Cláudia Marreiro, 26, descobriu há poucos dias que próximo da casa dela existe um posto de vendas. Segundo Claudia, ela passa diariamente em frente do mercadinho Frigo Um, no Zumbi, e nunca viu uma placa de divulgação na frente do comércio. “Fiquei surpresa ao descobrir a existência deste posto, passo aqui todos os dias e nunca vi nada. Por não saber, precisava ir lá no terminal 5, no São José ou até mesmo no Centro”, contou. 

A CRÍTICA esteve no mercadinho Frigo Um e constatou a ausência de uma placa informativa para destacar a existência do posto de venda. Uma funcionária, que pediu para não ser identificada, contou que havia uma placa, mas que sumiu e o fluxo de pessoas comprando créditos no local é pequeno.

Sinetram em silêncio

A CRÍTICA  entrou em contato com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) para questionar sobre as reclamações dos usuários sobre os postos de venda e quando serão implantados novos pontos DE recarga, mas até o fechamento da edição não obteve respostas.

Usuária quer serviço melhor

A consultora de vendas Tayane Oliveira, 21, reclamou  que os usuários do transporte coletivo em Manaus são tratados de qualquer forma pelos empresários concessionários do serviço. Além de cobrar mais informação e divulgação dos pontos de vendas, Tayane disse que falta mais investimentos em ônibus novos para justificar o alto valor da tarifa de transporte coletivo da cidade. O valor foi reajustado duas vezes apenas no início desse ano, passando de R$ 3 para R$ 3.80. 

“Essa história virou uma novela sem fim. Lá nas zonas Leste e Norte a população precisa andar em ônibus caindo aos pedaços, refém de uma passagem cara e da falta de respeito de muitos dos funcionários das empresas do sistema. Quer aumentar a passagem, aumentem, mais deem qualidade de serviço para os usuários”, concluiu. 

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